Cotidiano

Lei Joca passa no Senado e pode acabar com viagens de pets no compartimento de carga

Projeto inspirado na morte do cachorro Joca amplia direitos de tutores e pressiona companhias aéreas por mais segurança no transporte animal

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 22/02/2026 às 21:27

Atualizado em 23/02/2026 às 14:26

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Morte do cachorro Joca acendeu o alerta para a falta de segurança no transporte de animais em aviões / Reprodução/Instagram

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O Senado Federal aprovou o projeto conhecido como Lei Joca, que autoriza o transporte de cães e gatos de até 50 quilos na cabine das aeronaves, ao lado de seus tutores, em voos domésticos.

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A proposta representa uma mudança relevante nas regras do transporte aéreo de animais no Brasil e reacende o debate sobre bem-estar e responsabilidade das companhias.

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A iniciativa homenageia o cachorro Joca, que morreu em 2024 após falhas no transporte aéreo. O caso teve ampla repercussão nacional, mobilizou tutores nas redes sociais e levou parlamentares a discutir protocolos mais rígidos para evitar novos episódios.

O que muda com a Lei Joca

Pelo texto aprovado no Senado, as companhias aéreas passam a ser obrigadas a permitir pets na cabine, desde que sejam respeitadas as normas operacionais e de segurança da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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A recusa só poderá ocorrer em situações justificadas por risco à segurança do voo, à saúde dos passageiros ou à integridade do próprio animal.

O projeto também estabelece diretrizes para o acompanhamento do pet durante todo o trajeto, incluindo monitoramento e cuidados mínimos por parte das empresas aéreas.

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Em casos de morte ou lesão, a responsabilização das companhias está prevista, exceto quando houver comprovação de doença prévia ou culpa do tutor.

Os direitos já garantidos para cães-guia e animais de suporte emocional permanecem preservados e não sofrem alterações com a proposta.

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Próximos passos e impacto no setor

Apesar da aprovação no Senado, o projeto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.

Mesmo assim, a Lei Joca já é considerada por especialistas e entidades de proteção animal como um avanço significativo, ao estabelecer regras mais claras e ampliar a proteção aos pets durante viagens aéreas.

O tema também deve provocar ajustes operacionais nas companhias, como adequação de protocolos de embarque, definição de critérios de peso e espaço na cabine e possível revisão de tarifas para o serviço.

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Se confirmada, a nova legislação tende a transformar a relação entre tutores, pets e transporte aéreo no país, atendendo a uma demanda crescente de passageiros que veem os animais de estimação como membros da família.

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