Irã diz que Arábia Saudita não deve sediar negociações sobre conflito no Iêmen

No domingo, centenas de políticos iemenitas e líderes tribais se começaram a se reunir na Arábia Saudita durante três dias, para negociações sobre o futuro

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18 MAI 201516h01

Uma autoridade do Irã afirmou que a Arábia Saudita não deveria sediar negociações sobre o conflito no Iêmen, já que o reino está envolvido na crise, com ataques aéreos sauditas atingindo os rebeldes xiitas do país.

Ali Akbar Velayati, um assessor do líder supremo iraniano - o aiatolá Ali Khamenei -, disse que um diálogo com o Iêmen deveria ser mediado através de uma organização internacional e ocorrer em um "país neutro". Velayati falou hoje durante uma visita a Beirute.

No domingo, centenas de políticos iemenitas e líderes tribais se começaram a se reunir na Arábia Saudita durante três dias, para negociações sobre o futuro do Iêmen. Os rebeldes apoiados por Teerã, conhecidos como houthis, não foram à conferência. A ausência deles significa que a violência não deve acabar.

Ex-ministro das Relações Exteriores, Velayati qualificou os ataques aéreos contra os rebeldes no Iêmen como "selvagens".

Os ataques aéreos sauditas contra os houthis recomeçaram nesta segunda-feira, após uma trégua de cinco dias terminar. Milhares de partidários dos rebeldes foram às ruas de Sanaa, capital iemenita, para protestar contra os ataques aéreos, enquanto ocorriam confrontos em cidades do sul e oeste do país, como Taiz Dhale e Áden. Os ataques aéreos tinham como alvos os rebeldes na província de Saada, bem como em Áden.

O cessar-fogo foi violado sistematicamente, com um lado acusando o outro por descumprir o acordo.

O diálogo na Arábia Saudita deve terminar nesta terça-feira. Os houthis rejeitam o principal objetivo das negociações: a volta do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi ao cargo. Hadi fugiu do país em março, diante do avanço dos rebeldes, e está na Arábia Saudita.