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Infraero começa intervenções estruturais no Aeródromo de Guarujá

Semanas após a formalização do contrato, os trabalhos para colocar o espaço em pleno funcionamento estão em andamento

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02 JUL 2020Por Da Reportagem14h00
Nova gestora do equipamento já realizou serviço de roçada na lateral da pista principalFoto: DIVULGAÇÃO/PMG

A cada dia o Aeródromo Civil Metropolitano de Guarujá fica mais próximo de se tornar realidade. Semanas após a formalização do contrato entre Prefeitura e Infraero, os trabalhos para colocar o espaço em pleno funcionamento estão em andamento. Na última segunda-feira (29), foram concluídas as manutenções do farol rotativo e da biruta. A concessionária já havia feito o serviço de roçada na lateral da pista principal, de taxiamento e no pátio de aeronaves.

O próximo passo será a manutenção da alimentação do balizamento luminoso e suas bases, que nada mais é que o conjunto de luzes existentes na pista, visando o funcionamento do aeródromo também no período da noite. E, em seguida, colocar em testes o sistema de geradores de energia, garantindo o restabelecimento da comunicação e mantendo a operação normal, mesmo diante de uma queda de energia elétrica.

Registro
Em conjunto, também está sendo providenciado o registro do aeródromo junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e estão sendo feitas as consultas prévias para licenciamento ambiental por meio da Companhia de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Cetesb).

 

Parceria
O aeródromo fica sob controle do Município e com a gestão e operação aos cuidados da Infraero, que será uma prestadora de serviços pelos próximos 12 meses. As tratativas entre Prefeitura e a empresa pública nacional começaram no início deste ano. Com 47 anos de existência, a Infraero administra, atualmente, 55 aeroportos em todo o Brasil. O 56º será o de Guarujá.

O acordo prevê três etapas para colocar o aeródromo em funcionamento. A primeira, que está em andamento, é exatamente a ação de registrar o espaço junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e as obras de recuperação da pista, para colocá-la em condições de receber os primeiros voos. Na segunda fase, será viável a operação de jatos particulares e voos executivos. Nesse período, também será solicitada uma licença para operação de aeronaves de médio porte, como os aviões modelo ATR.

Já na terceira etapa, a Prefeitura e a Infraero buscarão recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para concretizar a operação comercial no local, com a construção de um terminal de passageiros, novos hangares e demais estruturas físicas, possibilitando a implantação de voos comerciais com grandes aeronaves como Airbus 319 e Boeing 737, para os principais destinos do Brasil.