Imigrantes são resgatados após 12 dias no mar por patrulha da Itália

Centenas de imigrantes têm chegado aos portos italianos, após serem resgatados de embarcações lotadas e em geral precárias

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06 MAI 201516h47

Uma patrulha de resgate da Itália recolheu quase 100 imigrantes que disseram estar no mar havia 12 dias, no momento em que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas avalia uma resolução autorizando uma missão da União Europeia a capturar os barcos usados para o contrabando de pessoas, que impulsionam a crise de imigrantes no Mediterrâneo.

Centenas de imigrantes têm chegado aos portos italianos, após serem resgatados de embarcações lotadas e em geral precárias. A maioria partiu da Líbia, onde os traficantes de pessoas cobram dos imigrantes cerca de US$ 1 mil por pessoa e operam quase impunes, em meio ao caos no país.

A chefe de polícia externa da UE, Federica Moguerini, irá informar o Conselho de Segurança da ONU hoje sobre a crise e as propostas do bloco para coordenar a luta contra os traficantes. Um rascunho prevê que a missão da UE seja autorizada por um ano a capturar barcos, com o uso da força militar se preciso, caso haja evidências críveis de que eles estão sendo usados pelos traficantes, segundo um diplomata do Conselho de Segurança em Nova York. A resolução abrangeria águas internacionais e também da Líbia, além da costa do país africano. Membros da missão poderiam ainda atuar em terra.

Ainda nesta quarta-feira, dois barcos da Guarda Costeira italiana levaram 650 imigrantes ao porto italiano de Roccella Ionica, no sul do país, enquanto um número igual deles chegou a Nápoles. Centenas de outros foram levados à costa em barcos de resgate nas cidades italianas de La Spezia, Taranto e Messina, entre outras.

Na Líbia, o general Ayoub Ghasem disse que mais de 700 imigrantes haviam sido capturados antes de tentar deixar as águas territoriais da Líbia na segunda-feira e na terça-feira. A Líbia envia esses imigrantes para centros de detenção, mas eles muitas vezes subornam os milicianos que os guardam nas prisões para sair da cadeia. "Nós temos recursos muito limitados", disse Ghasem. "A Europa quer a Líbia como seu policial, não como um parceiro real. Esse é o problema", reclamou.