Hospital Irmã Dulce lidera ranking de doações na Região

Unidade de saúde da Cidade é gerenciada pela Fundação ABC (FUABC).

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24 JAN 201320h26

O Hospital Irmã Dulce de Praia Grande fechou o ano de 2012 com 28 notificações de morte encefálica ao Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos (SPOT), da Escola Paulista de Medicina (EPM) – Hospital São Paulo (HSP) – Unifesp.

Do total de notificações de janeiro a dezembro de do ano passado, foram 12 doadores viáveis (que resultaram em transplante). A estatística colocou a unidade de saúde da Cidade, gerenciada pela Fundação ABC (FUABC), em primeiro no ranking deste serviço na Região Metropolitana da Baixada Santista.

“Os números são muito positivos e refletem todo o esforço em prol da doação de órgãos através de ações realizadas no Hospital. Dizemos que a doação começa com o doador, mas só acontece com a notificação”, comentou a enfermeira Maria Eliza Prado Monteiro, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e integrante da Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do Irmã Dulce.

Para 2013, a doação de órgãos deve ganhar novo impulso com a expansão das ações para o Pronto-Socorro Central, que no ano passado teve participação na abertura de protocolos para notificações. Outro equipamento que contará com atividades é a Unidade de Pronto Atendimento Doutor Charles Antunes Bechara, que também gerenciada pela FUABC, assim como o Irmã Dulce.

A estatística o Hospital Irmã Dulce em primeiro no ranking deste serviço na Região Metropolitana da Baixada Santista (Foto: Luiz Torres/DL)

Doação

Quando há caso de diagnóstico de morte encefálica, o Hospital Municipal Irmã Dulce notifica o SPOT, EPM, HSP e a Unifesp. O diagnóstico é confirmado por exames clínicos e de imagens, que confirmam a parada irreversível das funções cerebrais.

A abordagem aos familiares é feita por profissionais treinados do SPOT e apenas eles podem autorizar, por escrito, a doação. Por isso a importância de falar, em vida, sobre o desejo de ser doador de órgãos.  Todo o processo segue o disposto pela legislação brasileira sobre o assunto.

O procedimento de captação de órgãos é feito no Centro Cirúrgico, por equipes especializadas vindas de outras instituições. O corpo é recomposto e entregue à família.