Helicópteros terão de voar mais alto em São Paulo

A ideia é minimizar o ruído em bairros residenciais como Lapa, Butantã e Pinheiros, na zona oeste.

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09 NOV 201214h23

Moradores de São Paulo atormentados pelo barulho dos helicópteros vão ganhar alívio a partir do próximo mês: o Serviço Regional de Proteção ao Voo (SRPV-SP) subiu 200 pés (cerca de 60 metros) a altitude dos aparelhos que voam sobre a cidade. A medida vale a partir de 13 de dezembro e a ideia é minimizar o ruído em bairros residenciais como Lapa, Butantã e Pinheiros, na zona oeste, que concentram as reclamações.

A cidade tem hoje 23 Rotas Especiais de Helicópteros (REH) - estradas aéreas onde é permitido voar. E a medida será aplicada em todas essas vias. Em alguns corredores da Lapa, por exemplo, os helicópteros voam a 3 mil pés - ou 914 metros. A partir de dezembro, passam a 975 metros.

Em trechos da Marginal do Pinheiros, o voo é realizado a 883 metros. Lá, por causa da grande quantidade de queixas, os pilotos passam a voar com altitude acima de 1 km, ganho até maior do que os 60 metros "Existe um plano da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para diminuir ruídos. Elevar o nível dos corredores é nossa contribuição", disse Carlos Heredia, consultor do SRPV, durante o Seminário da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe), na quarta-feira, dia 7.

A presidente da Sociedade de Moradores do Butantã, Marion Lautenberg, diz que a medida é um "sopro de ventos melhores". "A gente só saberá se vai melhorar quando entrar em vigor. Também não adianta colocar uma placa de contramão em uma rua se as pessoas continuarem entrando. É preciso fiscalizar", afirmou.

Um problema recorrente é o fato de os helicópteros saírem das rotas preestabelecidas e cortarem caminho por bairros de forma irregular. Isso ocorre na Lapa e na Vila Romana, e há uma campanha constante por parte da Abraphe e do SRPV para que os pilotos evitem essa região. "A medida é uma maravilha, mas eles precisam parar de querer cortar caminho por aqui. A cada 10 minutos passa um helicóptero", diz a presidente da Associação de Moradores pela Preservação do Alto da Lapa e Bela Aliança (Assampalba), Maria Laura Fogaça Zei.