SEDUC

Greve geral afeta rotina e trânsito da Baixada Santista

Manifestações bloquearam entrada de Santos no período da manhã e forçaram moradores a mudar rotina

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14 JUN 2019Por LG Rodrigues20h56
Uma nova mobilização foi realizada a partir das 17 horasFoto: Nair Bueno/DL

A greve geral que foi convocada para esta sexta-feira, 14, mobilizou diversas categorias em toda a Baixada Santista. O movimento foi marcado por manifestações de repúdio à proposta do governo para a reforma da Previdência. Além disso, muitos dos grevistas também reivindicam maior geração de empregos formais e a retomada do crescimento da economia. Protestos contra o contingenciamento na educação também estavam na pauta dos manifestantes.

As ações começaram por volta das 5h. Grevistas fecharam a Avenida Martins Fontes, na região do Bairro Chico de Paula, e causaram congestionamento. Aproximadamente 80 pessoas carregando faixas anunciando a greve geral e bandeiras da Intersindical se posicionaram no trecho entre o cemitério do Saboó e caminharam até a entrada da cidade.

A manifestação forçou moradores que precisaram seguir para São Paulo a dar a volta pelos morros ou pegar rotas alternativas pelas cidades vizinhas a Santos.

Depois de bloquear as vias que dão acesso à Capital e para a Avenida Nossa Senhora de Fátima, os manifestantes caminharam até o Centro de Santos e permaneceram na Praça dos Andradas por uma hora.

Em seguida, eles se concentraram na Praça Mauá e na frente do prédio da Petrobrás, localizado no cruzamento entre a Rua Mansueto Pierotti e a Rua Marquês do Herval. Após permanecerem no local por aproximadamente duas horas, os cerca de 150 manifestantes se dispersaram sem tumultos.

Os petroleiros também organizaram manifestações em Cubatão. Na Refinaria Presidente Bernardes nenhum trabalhador pode acessar as instalações da unidade para trabalhar. Os sindicalistas e grevistas se posicionaram em todas as portarias do local e mandaram os trabalhadores que chegavam de volta para casa. Apesar disso, o movimento foi tranquilo.

Já a partir das 17h, uma nova mobilização foi realizada. Os grevistas se reuniram e concentraram na Estação Cidadania, localizada na Avenida Ana Costa, e seguiram pela via durante a noite. A previsão dos organizadores é de que esta segunda mobilização na cidade tenha envolvido até mil pessoas.

Ainda na quinta-feira, 13, a Prefeitura de Santos chegou a publicar uma nota em que demonstrava decisão favorável para o funcionamento do sistema municipal de ônibus para o dia da paralisação nacional. A determinação, segundo a administração municipal, teria sido firmada pelo Tribunal Regional do Trabalho e contemplaria especialmente os horários de pico, período que é registrado das 5h00 às 9h00 e das 17h00 às 20h00.

Apesar da previsão pessimista, os ônibus não deixaram de circular na avenida da praia durante a manhã e se deslocaram em velocidade reduzida. Já na Zona Noroeste de Santos a circulação das linhas foi afetada devido ao bloqueio na entrada da cidade nas primeiras horas do dia.

De acordo com a Prefeitura, a responsabilidade seria do sindicato que representa os trabalhadores do transporte municipal a adesão ou não à greve. Os outros serviços prestados pelo Município funcionaram normalmente na data.