Gratuidade para 60 anos é vetada pela Câmara de Santos

Veto à proposta apresentada por Banha (PMDB) foi mantido por 14 votos favoráveis e cinco contrários

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03 MAR 201510h45

Os idosos a partir dos 60 anos continuarão pagando passagem nos ônibus municipais de Santos. A gratuidade na tarifa ainda vale para as pessoas a partir dos 65 anos, e não foi estendida para quem tem 60 anos ou mais, ontem pela Câmara de Santos.

Por 14 votos favoráveis e cinco contrários, os vereadores mantiveram o veto do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) à proposta feita pelo vereador Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB), que permitiria a gratuidade nas passagens a partir dos 60 anos. A proposta de Banha foi agrupada a dois outros projetos, com o mesmo teor, apresentados por Igor Martins de Melo, o Professor Igor (PSB), e Sadao Nakai (PSDB).

Votaram contra o veto do Executivo — e a favor da gratuidade aos 60 anos — os vereadores Banha, Adilson Júnior (PT), Evaldo Stanislau (PT), Marcelo Del Bosco (PPS) e José Teixeira Filho, o Zequinha Teixeira (PRP).

Ampliação do benefício não foi estendida (Foto: Matheus Tagé/DL)

Se posicionaram a favor do prefeito — e contra a redução da idade para a gratuidade — o líder do Executivo, Sadao Nakai (PSDB), Ademir Pestana (PSDB), Benedito Furtado (PSB), Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), Douglas Gonçalves (DEM), Hugo Duppre (PSDB), Professor Igor (PSB), Jorge Vieira da Silva Filho, o Carabina (PR), José Lascane (PSDB), Manoel Constantino (PMDB), Murilo Barletta (PR), Roberto Oliveira Teixeira, o Pastor Roberto de Jesus (PMDB), Sandoval Soares (PSDB) e Sérgio Santana (PTB).

O presidente da Câmara, Marcus De Rosis (PMDB), não poderia votar na matéria (em respeito ao Regimento Interno), e Kenny Mendes (DEM) estava fora do plenário e acabou não votando.

Sadao havia apresentado sua proposta ampliando a gratuidade na legislatura passada, em 2013. Agora, na condição de líder do prefeito, fez um discurso defendendo um transporte eficiente. “Vamos dar um crédito ao prefeito. Ele impôs uma série de multas à concessionária (do transporte municipal), o que não ocorria há dez anos”. Segundo Sadao, “no momento certo, e com previsão no orçamento”, a gratuidade pode ser ampliada.