Governador anuncia plano de metas e bônus para policiais de SP

Projeto estimula trabalho integrado e premia por resultados. A medida vale para policiais militares, civis e da Polícia Científica, que poderão receber bônus

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19 DEZ 201312h47

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira, 19, um sistema de metas para a polícia com o objetivo de reduzir os índices de criminalidade no Estado. A medida vale para policiais militares, civis e da Polícia Científica, que poderão receber bônus. O Projeto de Lei será enviado para aprovação da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O plano é baseado em um modelo de gestão desenvolvido em conjunto pela Secretaria da Segurança Pública, o comando das polícias e o Instituto Sou da Paz. A medida faz parte do plano “SP Contra o Crime”, conjunto de ações estratégicas anunciado em maio pelo governador.

“A bonificação acompanha outras medidas. Primeiro foi concedido reajuste a todos os policiais, estabelecemos um plano de cargos e salários, promoção na carreira policial e finalmente, após tudo isso, a premiação por resultados”, afirmou o governador. “O bônus não é uma política salarial, mas sim uma premiação por resultados”, disse Alckmin.

Um dos pilares do programa é a adoção da meritocracia na gestão das polícias, uma prática comum na iniciativa privada. Daí a necessidade de um programa de metas com bonificação por resultados.

Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira, 19, um sistema de metas para a polícia com o objetivo de reduzir os índices de criminalidade no Estado (Foto: Divulgação)

“Estamos melhorando a gestão das polícias para resolver e prevenir mais crimes. O objetivo, ao adotar um plano de metas, é um só: reduzir a criminalidade”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

A diretora do Instituto, Luciana Guimarães, destacou o processo de construção do modelo, que favorece o envolvimento da sociedade nas discussões de políticas públicas relacionadas à segurança. “Quanto mais gente pensando em como resolver o problema da criminalidade, mais chances temos de acertar”, afirmou.

Foram propostas reduções a curto, médio e longo prazo em três indicadores estratégicos. São eles: o número de vítimas de letalidade violenta, o que inclui homicídios dolosos e latrocínios; o número de roubos; e o número de roubos e furtos de veículos, contabilizados em uma categoria diferente.

A escolha dos indicadores estratégicos levou em conta aspectos como a incidência e o impacto social de cada tipo de crime. O objetivo é reduzi-los a um patamar abaixo dos menores já alcançados historicamente.

Para atingir as metas, as três polícias terão que desenvolver planos de ações em conjunto e atuar de forma integrada.

“Segurança é um processo. A cada dia é preciso aprimorar o trabalho e melhorar a qualidade do serviço público que é a segurança pública”, afirmou Grella.