Feira de adoção resulta em 32 animas com novo lar

Para a adoção, é preciso ser maior de 18 anos e levar RG e CPF

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26 AGO 201411h31

O Centro de Controle Zoonose (CCZ) da Prefeitura de Guarujá promoveu, no último sábado (23), a Feira de Adoção de Cães e Gatos que acontece mensalmente. A ação ocorreu no Canil Municipal São Lazaro (Rua Professora Maria Lídia Rego Lima, 301 – Jardim Conceiçãozinha). Nesta edição, 32 animais ganharam um novo lar, já que foram adotados 23 cães e nove gatos. Para a adoção de um dos animais é preciso ser maior de 18 anos e levar RG e CPF.

Segundo a veterinária Clarisse de Fátima Ferreira, todos os animais do Canil são vermifugados, vacinados e, no caso dos adultos, castrados. Além disso, os animais ainda contam com um chip introduzido na pele, para o auxílio na sua localização.

O casal Leandro e Elizabeth foi à feira pela primeira vez e levaram dois gatos – um adulto e um filhote. Já Luciane da Silva foi ao Canil acompanhar uma amiga e incentivar a adoção. “Acho a iniciativa de fazer a feira de adoção muito boa. Eu tive essa experiência há três anos. Adotei e hoje sou muito satisfeita. Na verdade, são eles que escolhem a gente”.

(Foto: Roberto Sander Jr./PMG)

Anteriormente, as feiras eram realizadas nos bairros. Porém, para que todos os animais tenham chance de serem adotados, a atividade foi centralizada no próprio Canil. Assim, animais mais velhos ou “bravos” podem também ser adotados.

Abandono – Uma das preocupações do Centro de Controle Zoonose é em relação ao número de animais abandonados na porta do Canil. “Esse é um problema sério que estamos enfrentando. Precisamos conscientizar a população que não abandone os filhotes e criarmos leis severas para penalizar essas pessoas. Mantemos câmera de monitoramento, mas não é sempre que conseguimos realizar o flagrante”, esclarece o diretor de Vigilância em Saúde, Marco Chagas da Conceição.

Quando o assunto é sobre maus-tratos ou crueldade contra animais, o que se inclui o abandono, o Brasil possui legislação pertinente pelo Artigo 32, da Lei Federal 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988. A pena é a detenção de três meses a um ano e multa, podendo ser aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Para o diretor, é preciso encontrar mecanismos para a lei ser respeitada, assim como trabalhar a conscientização da população. “As pessoas que possuem um animal doméstico precisam se conscientizar que a prevenção é sempre a melhor saída. Guarujá é a única Prefeitura da Região que oferece a castração de animais gratuitamente. Com isso, evita-se que os donos não saibam o que fazer quando os animais dão cria”, finalizou.