Famílias cubatenses recebem as chaves da casa própria em PG

A mudança de 160 famílias para a Vila Sônia ocorrerá na próxima semana; ontem o governador José Serra fez a entrega simbólica das chaves

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19 JAN 201320h34

Vida nova em um novo lar. Esse é o sentimento dos novos moradores do Conjunto Habitacional Andorinhas, no bairro Vila Sônia, em Praia Grande. São 160 famílias que estão deixando os bairros Cota de Cubatão para fixar residência na Praia Grande, contempladas com apartamentos subsidiados pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Habitação.

Ontem, o governador José Serra e o secretário estadual de Habitação e presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Lair Krähenbühl fizeram a entrega das chaves no conjunto habitacional, por volta das 12 horas de ontem. As mudanças acontecerão nos próximos dias e as casas dos bairros Cota serão demolidas no mesmo dia, conforme as famílias forem saindo, para evitar novas invasões.  

A transferência das 160 famílias que moravam em áreas de risco nos bairros Cota de Cubatão é uma das iniciativas do Programa de Recuperação da Serra do Mar. Krähenbühl explicou que residem em áreas de risco e preservação ambiental da Serra do Mar aproximadamente 7.500 famílias.

“Das 7.500 famílias, 5.350 fazem parte do Projeto de Recuperação da Serra do Mar (serão transferidas), outras 1.800 ficarão nas cotas. Só vão sair as famílias que estão em áreas de risco e em áreas que sejam objeto de ampliação da estrada”.

Contudo, o governador enfatizou que as famílias que sairão de Cubatão estão escolhendo os municípios para onde serão transferidas. Krähenbühl disse que a transferência de todas as famílias deverá ser concluída em 2012. O secretário disse ainda que a Baixada Santista será contemplada com mais 10 mil unidades habitacionais. Em Cubatão, o Estado está construindo um conjunto habitacional com mais de 1.800 moradias, no Jardim Casqueiro, segundo o governador. 

Serra afirmou que o programa habitacional é o maior do país com um orçamento estimado em R$ 1 bilhão. Segundo ele, só a construção das moradias demandam investimentos da ordem de R$ 850 milhões. Já o aporte restante custeará as obras de infraestrutura urbana do entorno dos conjuntos habitacionais, em todo o Estado.

O conjunto residencial Andorinhas fica na Rua 13, travessa com a Rua João Roberto Correia, Vila Sônia. Os apartamentos têm 46 metros quadrados de área construída, dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda. O condomínio possui um centro de apoio comunitário, churrasqueira, playground, guarita, estacionamento e tratamento paisagístico.

Segundo José Serra, o valor de cada apartamento é R$ 43 mil, mas com o subsídio de 50% do Governo do Estado, o custo cai para R$ 21.500 para cada família, que terão prestações mensais a partir de R$ 70. “A prestação é proporcional a 15% do salário mínimo”, afirmou Krähenbühl. 

Além da entrega das chaves aos novos moradores do Conjunto Andorinhas, José Serra inaugurou mais três obras do Programa Onda Limpa, na Baixada Santista. São elas: a Estação de Précondicionamento de Praia Grande e duas Estações de Tratamento de Esgoto em Mongaguá e Itanhaém.

Emoção

A faxineira Iraci Ribeiro Silvestre chorou ao receber as chaves da sua primeira casa própria. Feliz pela oportunidade aos 60 anos de idade, dona Iraci comoveu as autoridades presentes, as famílias contempladas e até os jornalistas, durante a solenidade. “É a minha primeira casa própria. Eu chorei de alegria”, declarou dona Iraci, à reportagem do DL.

Dona Iraci mora atualmente no bairro de Pinheiro do Miranda, em Cubatão, mas no próximo dia 2 de março, ela abre as portas da casa nova. A chance da casa própria tem um significado muito especial à faxineira aposentada que renda de um salário mínimo.

Outro contemplado do Conjunto Andorinhas é o líder comunitário da Cota 200, Claiton de Melo Souza. Durante nove anos Claiton reivindicou melhorias para a sua comunidade como instalação de redes de água e esgoto, eletricidade e telefones públicos. Ontem, ele obteve uma vitória, não foram as melhorias antes reivindicadas, mas sua casa própria, cuja prestação é de R$ 180 por mês. “Eu gostei do apartamento e é uma oportunidade de sair de uma área de risco de deslizamento de terra”, afirmou.