Explosões de carros-bomba em feiras no Iraque deixam 31 mortos

Carros-bomba explodiram em áreas predominantemente xiitas matando pelo menos 31 pessoas e deixando dezenas de feridos.

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08 FEV 201312h13

Quatro carros-bomba explodiram em áreas predominantemente xiitas do Iraque nesta sexta-feira (8), matando pelo menos 31 pessoas e deixando dezenas de feridos. Os ataques em Bagdá e numa cidade ao sul da capital são os mais recentes cometidos por supostos insurgentes sunitas que tentam provocar a volta da violência sectária e prejudicar o governo, liderado pelos xiitas.

O recente aumento de ataques letais acontece no momento em que protestos contra o governo aumentam no país, principalmente em áreas sunitas no oeste e norte.

Manifestantes bloquearam a estrada que vai do Iraque até a Jordânia, perto da cidade de Ramadi, durante as orações muçulmanas, o ponto alto da semana religiosa. Ramadi é a capital da província de Anbar e ex-reduto da Al-Qaeda.

Os atentados desta sexta-feira tiveram como alvo um mercado aberto no bairro de Kazimyah, norte de Bagdá, e uma outra feira na cidade xiita de Shomali, província de Hillah province, ao sul da capital iraquiana.

Nas manhãs de sexta-feira, os iraquianos se dirigem para feiras e mercados para fazer compras e passar algum tempo com a família durante o fim de semana muçulmano. Mercados são um alvo comum de militantes, que desejam atingir o maior número possível de pessoas.

Em Bagdá, o primeiro carro-bomba explodiu no meio da manhã na entrada do mercado Kazimyah, informaram dois policiais. Quando compradores em pânico tentaram deixar a área, um segundo carro, que estava estacionado, explodiu a poucos metros de distância, informaram os oficiais.

Pelo menos 17 pessoas morreram e 45 ficaram feridas nos dois ataques, segundo a polícia. Todas as vítimas eram civis. Cerca de uma hora mais tarde, dois carros-bomba explodiram simultaneamente na feira de Shomali, matando pelo menos 14 pessoas e ferindo 26.

Funcionários do setor de saúde confirmaram os números de mortos de cada ataque. Todas as fontes falaram em condição de anonimato As informações são da Associated Press.