Esposas fazem denúncia contra comando da Guarda em São Vicente

Junto à carta foi anexado um documento com 700 nomes de familiares de mais de 200 guardas

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24 JUN 2017Por Da Reportagem10h00
Segundo as famílias, já se tornou comum o assédio moral contra os guardas novatos, ameaças de enviar veteranos para postos afastados e outras arbitrariedadesFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Esposas e familiares de guardas municipais de São Vicente fizeram uma carta-denúncia, acompanhada de um abaixo-assinado com cerca de 700 assinaturas, reclamando de supostas perseguições, tratamento desumano e falta de respeito do Comando para com membros da corporação.

Segundo o documento, o atual comando – que vem desde a gestão anterior – estaria utilizando indevidamente o regimento interno (decreto 4274-A) que foi suspenso por decisão judicial por ferir a Constituição Federal e ainda a Lei 13022/15, que institui as normas gerais para as guardas municipais.

Os familiares revelam que os mais de 200 guardas anseiam por mudanças desde que positivas, em que o profissional possa ser valorizado, respeitado e “gerido por um comando sério, igualitário, sem preconceitos, independente da classe do guarda.

Por telefone, ao Diário, um guarda informou que, infelizmente, já se tornou comum o assédio moral realizado contra os guardas novatos, ameaças de enviar veteranos para postos afastados quando colocam alguma resistência às ordens consideradas inadequadas e suspensão de direitos - folgas e férias - por questionar procedimentos.

“Os que ingressaram recentemente estão sendo humilhados pelo Comando, que chega a gritar em público e durante as reuniões. Uma guarda feminina em estágio probatório sofreu recentemente, sendo obrigada a sair da sala da administração da Guarda. Quando o guarda veterano faz uma pergunta que mal interpretada, passa a ser perseguido”, revelou o guarda.

Prefeitura

Procurada, a Prefeitura de São Vicente informa que demandas como essa são apuradas mediante a abertura de processo administrativo, apresentadas por servidores municipais, junto à Secretaria de Administração. No caso do abaixo-assinado em questão, em caso de instauração do processo administrativo, a Prefeitura irá apurar o teor das denúncias.