Empresa dos EUA vai ajudar a estancar vazamentos em tanques na Alemoa

A vinda dos profissionais visa buscar uma solução ao problema que impede o final do incêndio, que dura mais de uma semana

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09 ABR 201500h53

Técnicos de uma empresa americana especializada virão a Santos nesta sexta-feira (10) para avaliar os vazamentos nos tanques da Ultracargo, na Alemoa Industrial. A informação foi divulgada ontem à noite (8), em reunião do Gabinete de Integração, no Paço Municipal. A vinda dos profissionais visa buscar uma solução ao problema que impede o final do incêndio, que dura mais de uma semana. 

Outra novidade anunciada é que cerca de 500 mil litros de líquido gerador de espuma (LGE) serão enviados de diversas partes do País para Santos e trazidos pela Aeronáutica para ajudar no combate ao fogos.

Até a noite de ontem (8), mais de 400 mil litros do produto e da espuma F500 já haviam sido utilizados pelo Corpo de Bombeiros e brigadistas durante a ocorrência, além de 360 litros do isolante térmico ‘cold fire’ (fogo gelado, em português).

Até a noite de ontem (8), mais de 400 mil litros do produto e da espuma F500 já haviam sido utilizados (Foto: Diego Lameiro/Corpo de Bombeiros)

Na manhã de ontem (quarta, 8), o Corpo de Bombeiros consertou vazamento em tanque de álcool anidro. A medida, aliada ao lançamento de espumas, fez com que o fogo quase fosse extinto perto das 14 horas. “Mas apareceram novos vazamentos, que deram reignição, e pegou fogo novamente”, explicou o coordenador estadual de Defesa Civil, José Roberto Rodrigues de Oliveira.

Até o fechamento desta edição, o incêndio estava concentrado em um tanque de gasolina. Os Bombeiros continuavam o trabalho de resfriamento dos reservatórios com a água bombeada do mar, para o fogo não se alastrar a outros, e esperavam o melhor momento para aplicar as três espumas especiais – LGE, F500 e cold fire – na tentativa de apagar as chamas.

"Há um imenso suporte logístico dado pela Prefeitura e pelas empresas do Plano de Auxílio Mútuo, com fornecimento de água, alimentos e materiais de trabalhos. Tudo está sendo feito adequadamente para que o trabalho de combate ao incêndio funcione da melhor maneira", ressaltou o chefe da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias Nossa.