Em Peruíbe, professor leva conforto e alegria a escolas com pinturas artísticas

Trabalho é feito para deixar os espaços mais aconchegantes para estudantes e funcionários

Transformar as escolas e deixar os espaços mais agradáveis, alegres e aconchegantes. Esse é o objetivo do professor Rafael Goulart, de 35 anos, que faz pinturas artísticas nas unidades da rede municipal de Peruíbe. Formado em Pedagogia, Artes e Filosofia, ele é professor há dez anos e passou no concurso público para dar aulas na rede municipal há mais de dois anos.

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O professor, que faz o trabalho voluntário desde o início de 2019, criou o projeto “Transformando Escolas” e já pintou em 15 escolas municipais. Hoje, ele tem 21 unidades escolares na lista de espera.

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Atualmente, Rafael dá aulas na EMEF Profª Adriana Aparecida Almeida dos Santos, no bairro Estância Antônio Novaes, no Fundamental do 1º ao 5º ano, como professor polivalente. E já pintou a quadra e o pátio de recreação.

“Nesta escola pintamos os personagens da Turma da Mónica e temas relacionados à inclusão social, negros, indígenas e com deficiência física para que as crianças se identifiquem. Vamos começar a pintar as salas de artes na escola, com a ajuda de outros professores”, explica.

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A ideia surgiu com a vontade de transformar a escola. “A primeira oportunidade foi em uma postagem na rede social, em janeiro de 2019, de uma diretora que pedia a colaboração da comunidade para pintar a unidade”. Rafael se ofereceu para pintar um desenho e a diretora adorou a ideia e ele acabou pintando todo o pátio.

“No início, arcava com todo o material, mas fica muito oneroso. A partir da décima escola criei o projeto “Transformando Escolas” e as unidades auxiliam com as tintas, por meio de uma verba destinada pelo governo federal”. O professor também pede doações para custear o material e o transporte.

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Ele já pintou os muros externos, mas a pintura sai conforme as condições do tempo, além da falta de segurança.

“A intenção é deixar as escolas mais alegres e aconchegantes, além de motivar para que outros professores nas unidades também colaborem com o projeto”. Em algumas unidades, ele já conseguiu inspirar outros professores a prosseguirem com o trabalho.

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“As escolas parecem mais presídios do que um ambiente escolar, devido às grades, além de os ambientes serem cinza e sem vida. Aproveitei o período de pandemia para deixar os espaços mais agradáveis nas unidades. As crianças ficam muito felizes e chamam os pais para conhecerem a escola”, destaca.

Para concluir o trabalho, dependendo do tamanho do desenho, ele leva cerca de quatro dias, mas como tem folga somente aos finais de semana, ele finaliza as pinturas dentro de um mês.

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TEMAS.

Os temas variam conforme a preferência da escola, entre eles estão a Turma da Mônica, Disney, os Smurfs, e personagens que são ligados à inclusão, à pratica de esportes e ao incentivo da reciclagem de lixo.

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Atualmente, ele está pintando na EM Jardim Veneza, com personagens para incentivar os alunos a aprenderem a reciclar, como o Chico Bento que pesca e retira o lixo do rio.

“Nunca desenhei e aprendi a desenhar após os 30 anos, nas escolas. A técnica do desenho é feita com o retroprojetor na parede, faço o desenho e, depois, a pintura e o contorno para finalizar”, frisa.

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DIVULGAÇÃO.

O trabalho voluntário do professor já está sendo bem divulgado. Em novembro, ele vai pintar os espaços da EM Carmen Pimentel, no bairro Caraguava, em Peruíbe.

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Em dezembro, como Rafael vai estar de férias, as pinturas serão em escolas e instituições mais distantes. Uma delas é o Núcleo de Amparo à Criança com Deficiência e em outra instituição no Dique do Caixeta, ambas em São Vicente.

Já em janeiro, o professor vai realizar as pinturas no Conselho Tutelar, em Itariri e, ainda, nas sedes das Apaes de Itanhaém e Mongaguá.

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A divulgação é feita por meio das redes sociais: Facebook e Instagram, com o nome @transformandoescolas.