Campanha para proteger crianças no trânsito colhe assinaturas no Brasileirão

Para conseguir as assinaturas, a abertura do Campeonato Brasileiro, na semana que vem, terá estandes de coleta de assinatura nos estádios

Comentar
Compartilhar
30 ABR 201515h08

A Confederação Brasileira de Futebol e a empresa francesa Michelin anunciaram hoje (30) uma série de ações para reforçar a coleta de assinaturas da campanha mundial Save Kids Lives (Salve a vida das crianças, em tradução livre), que pede mais empenho na redução de mortes de crianças no trânsito. O objetivo é reunir 100 mil assinaturas no Brasil e encaminhá-las ao Ministério das Cidades para que o país tenha maior engajamento na agenda de discussão desse problema.

Para conseguir as assinaturas, a abertura do Campeonato Brasileiro, na semana que vem, terá estandes de coleta de assinatura nos estádios. Além dos pontos de coleta de assinatura, a hashtag #savekidslives vai estar nas bolas e faixas que entrarão em campo no início dos jogos.

O zagueiro brasileiro David Luiz será o padrinho da campanha e vai usar seus perfis nas redes sociais para pedir a adesão dos internautas ao abaixo-assinado.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, disse que a iniciativa é a primeira de uma série de ações sociais que a confederação pretende aderir futuramente. "O futebol é um instrumento fundamental de alavancagem da consciência social".

O sociólogo Eduardo Biavati, especialista em violência no trânsito, participou do lançamento da ação e destacou que o problema atinge principalmente as crianças mais pobres: "crianças de contextos econômicos desfavorecidos pagam mais caro". De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde apresentados por ele, 95% das 186 mil mortes de crianças no trânsito em 2012 aconteceram em países de renda média e baixa.

Em 2012, no Brasil, 5,5 mil crianças e adolescentes morreram no trânsito. Entre as que possuem de 5 a 14 anos, 29,6% eram pedestres, e 25%, passageiras de automóveis. Na faixa etária seguinte, de 15 a 19 anos, 42,4% morrem em acidentes de moto.

"Mas esse não é todo o problema, porque, para cada morte, temos 20 feridos, e seis que ficam gravemente incapacitadas. Essa incapacidade muitas vezes se estende por anos ou é definitva", disse Biavati.