Bebê é transferido dos Estivadores para Santa Casa

A história, que foi contada com exclusividade pelo Diário, pressionou os órgãos públicos e mobilizou várias pessoas que foram prestar solidariedade à ­família

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04 OUT 2017Por Carlos Ratton10h00
Carlos Alberto da Silva Gonçalves é o pai do bebê L.S.G, de quatro mesesFoto: Rodrigo Montaldi/DL

O bebê L.S.G, de quatro meses de vida, finalmente foi transferido do Hospital dos Estivadores para a Santa Casa de Misericórdia de Santos, que possui Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, necessária para mantê-lo vivo. A história, que foi contada com exclusividade pelo Diário do Litoral sob a manchete Pai Luta Pelo Filho nos Estivadores, no último dia 29, pressionou os órgãos públicos e mobilizou várias pessoas que foram prestar solidariedade à ­família.     

A tia da criança, professora Cristiane Leila da Silva Gonçalves e seu irmão e pai do menino, Carlos Alberto da Silva Gonçalves, estiveram na redação do jornal após terem batido na porta da Defensoria Pública, que havia dado 24 horas para que a Direção dos Estivadores transferisse o bebê, por conta da situação emergencial de saúde da criança e a necessidade de tratamento adequado. A família estava há meses tentando e não conseguia.

“Estou ligando para agradecer o Diário. Graças a vocês (redação) o meu sobrinho conseguiu a transferência tão sonhada, que poderá lhe garantir a sobrevivência. Que Deus ajude sempre esse jornal, que estendeu a mão para minha família em um dos momentos mais difíceis de nossas vidas”, disse Cristiane, que alertou, porém, que o menino passou por uma cirurgia e tem fé que ele vai se recuperar e ir para casa.

24 horas

Vale a pena ressaltar a Defensoria Pública de Santos foi implacável na ajuda à criança. A defensora Lais Rabello Zaros se baseou no relatório de uma médica neonatologista do próprio Estivadores, que atestou que a UTI Neonatal, a qual o menino estava internado desde quando nasceu, só tinha condições de atendimento de bebês com até 28 dias de vida. “O paciente ­necessita de atendimento médico especializado em crianças maiores de um mês, além de exames específicos que não dispomos em nosso serviço”, afirmara a profissional.

A médica salientava que a criança aguardava a realização de vários exames e precisava de uma investigação diagnóstica para saber porque ainda dependia de ventilação mecânica e intolerância alimentar, bem como, porque de sua má formação do sistema urinário. Ela elencou nove possíveis diagnósticos sobre a saúde de L.S.G. “Tomara que a situação a qual passamos não ocorra com outras famílias de Santos e região”, finalizou a professora.

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