Recomendar adiamento da Olimpíada é exagero, diz ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, voltou a rebater a carta divulgada por 150 cientistas que recomendam adiar ou transferir a Olimpíada devido ao surto do vírus zika

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02 JUN 2016Por Folhapress15h45
Recomendar adiamento da Olimpíada é exagero, diz ministro da SaúdeRecomendar adiamento da Olimpíada é exagero, diz ministro da SaúdeFoto: Divulgação

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, voltou a rebater nesta quinta-feira (2) a carta divulgada por 150 cientistas que recomendam adiar ou transferir a Olimpíada devido ao surto do vírus zika. Para o ministro, a recomendação é um "exagero".

"Acho que é um exagero, um excesso de zelo. O zika está em 60 países e atinge 1,3 bilhão de pessoas. Não são as Olimpíadas que vão aumentar ou diminuir a propagação do vírus", disse Barros após o evento em parceria com o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações sobre a liberação de R$ 65 milhões para pesquisas sobre o zika. 

Segundo Barros, a posição da diretora da OMS, Margaret Chan, de comparecer à Olimpíada indica que o evento é seguro e que o período é de baixa transmissão do vírus. "É uma demonstração pessoal de apoio às medidas que tomamos". 

Apesar da posição do ministério, a avaliação dentro do governo é de que é preciso mais esclarecimentos sobre o tema na tentativa de evitar um impacto negativo na imagem do evento. Nos próximos dias, o ministro deve se reunir com embaixadores e jornalistas estrangeiros para esclarecer o caso.

Na carta divulgada à OMS, os cientistas dizem que descobertas recentes sobre o zika tornam "antiética" a manutenção dos Jogos no Rio. Entre os signatários estão Philip Rubin, consultor científico da Casa Branca, médicos e especialistas em ética médica de instituições como as universidades de Oxford, no Reino Unido, e Harvard e Yale, nos Estados Unidos. 

Os especialistas alertam que, apesar dos esforços para detê-lo, o número de infectados aumentou recentemente no Rio.

Para Barros, não há risco. "Todas as medidas necessárias para controle de endemias foram tomadas. Não há nenhum risco maior para quem frequentar as Olimpíadas", disse.