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Sindicalistas prometem parar a região nesta quarta-feira

Protestos e manifestações contra reformas da Previdência e trabalhista podem parar transporte, escolas, Porto e estradas

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14 MAR 2017Por Da Reportagem22h18
Representantes de centrais sindicais se reuniram na tarde de ontem no Sintracomos para definir os detalhes das manifestações de hoje na Baixada SantistaFoto: Divulgação

A população da Baixada Santista pode enfrentar nesta quarta-feira (15) um dia de caos no trânsito e de transtornos no transporte coletivo, com as paralisações previstas pelo movimento sindical contra as reformas trabalhista e previdenciária, pretendidas pelo Governo Federal e que se encontram em votação no Congresso Nacional.

A grande concentração será na Praça Mauá, em Santos, diante do Paço Municipal, a partir das 11 horas. Em reuniões ontem, representantes das centrais sindicais prepararam as manifestações e a mobilização para o Dia Nacional de Luta.

Os esquemas foram mantidos em sigilo para não atrapalhar os efeitos da mobilização. Entretanto, os protestos com paralisações podem atingir as estradas, o transporte coletivo em geral, escolas e o Porto de Santos.

De acordo com os organizadores, por volta das 8 horas, será praticamente impossível transitar na cidade, seja por carros e motos particulares, ônibus, VLT, táxi ou Uber. Ambulâncias, carros de polícia e bombeiros terão a passagem liberada.

Nos discursos durante os preparativos de ontem, sindicalistas eram unânimes em dizer que querem dar uma resposta ao Governo Federal que está pressionando o Congresso Nacional a aprovar as reformas trabalhista e previdenciária.

E deram o recado: “O movimento sindical de Santos sabe como agir nessas oportunidades e as manifestações terão grandes repercussões, pois o Governo vai ouvir o recado das ruas”.

Na tarde de ontem, representantes de dezenas de sindicatos, ligados a todas as centrais sindicais, debateram detalhadamente os preparativos da greve.
 
Avenida Paulista

A reunião foi no Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), quando se decidiu que boa parte dos grevistas e manifestantes participará do ato público na Avenida Paulista, capital, a partir das 16 horas.

O objetivo do movimento, todos sabem, é barrar as reformas previdenciária e trabalhista que o presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional e que são altamente lesivas aos trabalhadores e ao povo em geral.

Trabalhadores vão parar portos de todo o País por 24 horas

Trabalhadores avulsos e vinculados de Santos e dos demais portos de todo o País, num total de mais de 20 mil portuários vão entrar em greve, por 24 horas, contra as reformas da Previdência Social e trabalhista propostas pelo Governo Federal e que  já estão em tramitação no Congresso Nacional.

 A decisão foi aprovada durante plenária das três federações nacionais de trabalhadores portuários e avulsos, na última sexta-feira, no Rio de Janeiro. Os representantes de estivadores,   trabalhadores avulsos e portuários com vínculo de emprego, decidiram parar em protesto contra as reformas do Governo. A data foi escolhida devido aos demais protestos que serão realizados em todo País contra as mesmas medidas adotadas pelo Governo Federal.

Segundo o ­presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos e Região, Rodnei Oliveira da Silva Nei, a paralisação será ainda contra o projeto de terceirização de ­mão-de-obra, também em andamento na Câmara ­Federal.

Para ele, “motivos não faltam para a greve”. A plenária revelou enorme descontentamento das categorias portuárias contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer, principalmente as que pioram as condições para os trabalhadores se ­aposentarem.

Entidades de aposentados participam das manifestações

A OAB Nacional, juntamente com a COBAP, UNA-SE, MOSAP e mais de 160 entidades do País realizam o ato “Por uma Proposta Justa de Reforma da Previdência – Não à PEC 287/2016”.
A concentração será às 14h, na sede da Ordem, em Brasília, de onde os participantes partirão rumo ao Congresso Nacional. Será entregue aos parlamentares a Carta Aberta sobre a Reforma da Previdência, texto elaborado pelas instituições.

O ato é aberto à participação de todos os cidadãos que desejam que a Reforma da Previdência seja debatida com a sociedade e que não haja retrocessos na proposta. A sede da OAB Nacional fica no Setor de Autarquias Sul, Quadra 5, Bloco M.

No texto, as entidades requerem a suspensão da tramitação da PEC 287/2016 no Congresso Nacional até que se discuta democraticamente com a sociedade, de forma ampla, mediante a realização de audiências públicas que possibilitem a análise de estudos econômicos, atuariais e demográficos completos, a fim de que se dê a devida transparência aos dados da Seguridade Social.

Segundo o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, a Ordem sempre esteve à frente
dos grandes debates deste País.
“Não podemos nos furtar agora. Convoco a advocacia brasileira a conversar com todos os setores envolvidos para chegarmos a um uma proposta justa para a Reforma da Previdência. Não podemos aceitar retrocessos sociais”, afirma.

“O tema reforma da Previdência necessita de um debate amplo, por entendermos que é uma questão técnica, que envolve novos limites e um tempo de contribuição incompatível, sob pena de pessoas contribuírem ao longo de toda uma vida e não conseguirem chegar à tão sonhada aposentadoria”, completou.

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