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Salário atrasado para frota de ônibus em Mongaguá

Sindicato dos trabalhadores em transportes rodoviários de Santos e região foi chamada pelos trabalhadores e tentou conversar com a direção da empresa Beira Mar

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10 FEV 2018Por Da Reportagem10h00
Salários de janeiro atrasados e seis trabalhadores sem registro em carteira motivaram a paralisaçãoFoto: Divulgação

Salários de janeiro atrasados e seis trabalhadores sem registro em carteira motivaram a paralisação, ontem, dos 12 ônibus que transportam 12 mil passageiros por dia em ­Mongaguá. A diretoria do sindicato dos trabalhadores em transportes rodoviários de Santos e região foi chamada pelos trabalhadores e esteve na cidade, tentando conversar com a direção da empresa Beira Mar.

Os 41 motoristas, sete trabalhadores de manutenção, cinco administrativos, quatro de fiscalização e quatro de limpeza paralisaram também os 14 veículos que transportam 600 alunos da rede pública.
O Diário do Litoral procurou a empresa Beira Mar, por telefone, mas não obteve contato com a diretoria.

Prefeitura

A Prefeitura de Mongaguá informou que lamenta os transtornos enfrentados pela população e que repudia a postura da Beira Mar.

“(A empresa) não cumpre as obrigações trabalhistas junto aos seus funcionários, o que refletiu na greve dos motoristas iniciada na manhã desta sexta-feira”.

Recentemente, a Administração Municipal, que não tem dívida com a empresa, concedeu reajuste de 15,79% na passagem, passando a tarifa a R$ 2,20.

“A empresa chegou ao absurdo de propor um aumento de 82,63%, elevando a cobrança a R$ 3,47. De acordo com a inflação dos cinco anos em que não permitimos aumento, chegaria ao máximo de R$ 2,63, ou seja, 38,42%. Por se tratar de um pedido abusivo e pelas péssimas condições dos veículos e falta de investimento da empresa no transporte, estipulamos o valor atual”, destaca o prefeito Artur Parada Prócida (PSDB).

Cubatão

Os professores da rede municipal de Cubatão decretaram estado de greve e programaram paralisação para os dias 28 de fevereiro e 1º de março. O motivo são os recentes decretos da Prefeitura com mudanças na base da previdência e nas jornadas dos docentes.

A Prefeitura de Cubatão diz que a ação civil pública proposta pelo Sindicato dos Professores Municipais, em janeiro de 2018, prejudicou a continuidade dos trabalhos para retificação dos atuais decretos.

A Administração Municipal ainda afirma que aguarda decisão judicial sobre o assunto.

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