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Suspeito de matar torcedor alega legítima defesa e não se entrega à polícia

De acordo com o advogado do suspeito, os corintianos estavam na porta da borracharia de propriedade de Nerivaldo, quando foram insultados por quatro palmeirenses

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14 JUL 2017Por Folhapress12h30

O advogado Marcello Muccio, que defende o suspeito de matar o torcedor Leandro de Paula Zanho, informou que seu cliente agiu em legítima defesa. O suspeito, que se chama Nerivaldo, não se apresentou à polícia.

De acordo com o advogado do suspeito, os corintianos estavam na porta da borracharia de propriedade de Nerivaldo, quando foram insultados por quatro palmeirenses. As facas usadas na briga eram da borracharia. Nerivaldo agiu em legítima defesa, diz seu advogado.

"Diante de uma absurda agressão contra o Anderson [Andrade, que está preso acusado de participação no crime], o Nerivaldo se viu no desespero de ajudar o primo [Anderson]. Ele teve de reagir. Por que os palmeirenses não estão presos, sendo que eles provocaram e agrediram? O Anderson e Nerivaldo estavam na borracharia sem provocar ninguém. Apenas comemorando a vitória do Corinthians", declarou Muccio.

Na madrugada de quarta-feira (12), quatro torcedores do Palmeiras brigaram com três torcedores do Corinthians em frente a uma borracharia entre Rua Tupi e a Avenida General Olímpio da Silveira, na zona oeste da capital paulista. Na confusão, Leandro (que era torcedor palmeirense) foi esfaqueado, e morreu horas depois.

A polícia prendeu os corintianos Anderson Andrade, acusado de ter desferido o golpe com a faca, e Wellington Pimentel, que teria usado barra de ferro na briga. Nerivaldo também foi acusado por testemunhas de esfaquear o palmeirense.

Nerivaldo foi orientado por seu advogado a não se apresentar à polícia.

"A intenção era comparecer na quinta-feira para depor e depois ser liberado. Mas o delegado pediu a prisão preventiva. E discordamos disso, pois o Nerivaldo agiu em legítima defesa. Vamos tomar providências técnicas e reunir vídeos e testemunhas para mostrar que tanto ele só reagiu porque o Anderson estava sendo agredido brutalmente por quatro pessoas".

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