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Brasil registra deflação pela primeira vez em 11 anos

O dado mensal, que veio abaixo do verificado em maio (0,31%), é o mais baixo do IPCA desde agosto de 1998, quando teve deflação de 0,51%

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07 JUL 2017Por Folhapress14h30

O índice oficial de inflação do país em junho registrou queda de 0,23% nos preços, divulgou o IBGE nesta sexta-feira (7).

Denominado deflação, o movimento de queda de preços não ocorria no Brasil desde junho de 2006. O resultado veio mais robusto do que esperavam os analistas consultados pela agência Bloomberg, que esperavam queda de 0,18% no mês.

O dado mensal, que veio abaixo do verificado em maio (0,31%), é o mais baixo do IPCA desde agosto de 1998, quando teve deflação de 0,51%.

O país vive um movimento de redução acelerada da inflação em função, principalmente, da crise econômica e do desemprego que desestimulam o consumo, e também de uma melhora significativa nas safras agrícolas.

Além da questão conjuntural, contribuíram pontualmente para a deflação a queda de 0,77% no índice de habitação, que verifica os custos que incidem sobre os lares, como serviços públicos, alugueis e condomínios.

A energia elétrica, com queda de 0,20 ponto percentual no indicador de habitação, contribuiu mais fortemente para o recuo. Das regiões pesquisadas, apenas o Recife não teve queda de preço na tarifa em junho.

O movimento decorre da mudança das bandeiras tarifárias no sistema de cobrança de energia -passou da bandeira vermelha, mais cara, para a verde, mais barata. Há a expectativa de que em julho a energia possa voltar a subir em algumas áreas, devido, por exemplo, aos reajustes de tarifas das distribuidoras de energia.

Alimentação e bebidas, indicador que teve queda de 0,50%, e os transportes, com queda de 0,52%, contribuíram para o indicador.

Meta

No acumulado em 12 meses, o índice ficou em 3%, abaixo da meta oficial do governo, de 4,5%. Desde abril deste ano que o índice acumulado vem mais baixo da meta- algo que não ocorria desde agosto de 2010.

Os resultados recentes motivaram o governo a reduzir a meta anual de inflação para 4,25%, a ser perseguida a partir de 2019.

O resultado em 12 meses foi o mais baixo desde março de 2007, quando o indicador foi de 2,96%.

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