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Ações da Petrobras sobem mais de 2% após anúncio

Segundo analistas, a medida é mais um sinal de transparência e de profissionalismo de sua gestão

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14 OUT 2016Por Folhapress21h30
Ações da Petrobras sobem mais de 2% após anúncioFoto: Divulgação

O anúncio da Petrobras de que baixará o preço dos combustíveis a partir deste sábado (15) agradou a analistas e investidores, e as ações preferenciais da companhia subiam mais de 2% há pouco. Segundo analistas, a medida é mais um sinal de transparência e de profissionalismo de sua gestão.

A empresa divulgou em fato relevante redução de 2,7% no preço do diesel e de 3,2% no da gasolina. A estatal anunciou também mudança de sua política de formação de preços.

O analista Celson Plácido, da XP Investimentos, comenta, em relatório, que a notícia é extremamente relevante para a companhia e para o país. "Isso porque demonstra menor interferência governamental, ainda mais quando [a Petrobras] menciona que, em hipótese alguma, esses descontos implicarão preços abaixo dos custos da empresa."

Plácido destaca que, atualmente, tanto a gasolina quanto o diesel estão com preços em torno de 20% acima dos praticados no mercado internacional.

"A Petrobras deu um passo adiante na política de preços e vai se pautar pela paridade internacional dos preços dos combustíveis. Melhor que isso torna a empresa competitiva e vai ordenar melhor o mercado e a concorrência no Brasil", avalia Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

Para a equipe de análise da Guide Investimentos, apesar da queda dos preços praticados pela companhia, "olhando para o longo prazo, a maior transparência da política de preços da Petrobras é positiva para sua governança".

Depois de subirem mais de 3%, os papéis preferenciais da Petrobras tinham alta de 2,28%, a R$ 16,12; as ações ordinárias ganhavam 1,60%, a R$ 17,78. O recuo do petróleo no mercado internacional nesta sexta-feira limitava os ganhos dos papéis da estatal.

A redução no preço dos combustíveis amplia as apostas de redução da taxa básica de juros (Selic) na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central da semana que vem, uma vez que reduz as pressões inflacionárias.

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