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Santos fornece medicamento para prevenir infecção por HIV

Somente 35 centros de saúde no País oferecem esse tipo de prevenção, sendo a unidade de Santos referência para toda a Baixada Santista

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06 MAR 2018Por Da Reportagem18h01
Santos fornece o medicamento para prevenir a infecção por HIVFoto: Divulgação

Santos oferece novo tipo de prevenção ao HIV, causador da aids: a profilaxia pré-exposição (PrEP), que consiste na ingestão diária de um comprimido que inibe a ação do vírus, não deixando que infecte a pessoa que entra em contato com ele.

Somente 35 centros de saúde no País oferecem esse tipo de prevenção, sendo a unidade de Santos referência para toda a Baixada Santista no atendimento e fornecimento da medicação.

Para ter acesso à PrEP, é necessário que o interessado faça parte de um grupo mais vulnerável à infecção pelo HIV: homens que fazem sexo com homens; casais sorodiscordantes (em que uma das partes é HIV positivo e a outra não); profissionais do sexo; e transexuais. Inicialmente, são realizados testes para averiguar que o usuário não possui o vírus e está apto para o início da ação preventiva.

Mensalmente, os usuários do medicamento, de nome comercial Truvada, colhem exames e são atendidos por infectologista. A medicação, se utilizada de forma correta, tem eficácia acima de 95%.

"O medicamento está acessível à maior parte da população, sendo contraindicado apenas a pessoas com insuficiência renal. Grávidas podem fazer uso e também não há nenhuma restrição devido ao uso simultâneo de outros medicamentos", explica o infectologista Fábio Vitor Maria.

Interessados em fazer a PrEP devem procurar o Centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas, na Rua Silva Jardim, nº 94,  de segunda a quinta-feira, a partir das 11h30, para obter orientações sobre a estratégia de prevenção e, se for o caso, aderir a ela.

"É importante salientar que a medicação só previne contra o HIV. Então é necessário continuar com o uso do preservativo, que irá proteger contra outras infecções sexualmente transmissíveis", destaca Regina Lacerda, coordenadora de Controle de Doenças Infectocontagiosas.

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