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Estações da linha 4-amarela do metrô de SP não operam neste domingo

Como alternativa, haverá o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência, com ônibus percorrendo os trajetos

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06 AGO 2017Por Folhapress11h30
Linha 4-amarela do metrô de São Paulo ficará fechada para passageiros durante todo o diaFoto: CPTM

Neste domingo (6), a linha 4-amarela do metrô de São Paulo ficará fechada para passageiros durante todo o dia. Em função das obras da futura estação Higienópolis-Mackenzie, as sete estações da linha não vão funcionar no horário de operação (4h40 à meia-noite).

Como alternativa, haverá a operação Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência), com ônibus percorrendo os trajetos, como já vinha ocorrendo nos domingos em que não funcionavam as estações vizinhas da futura estação, República e Paulista.

Os ônibus percorrerão o trajeto entre as estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima e Fradique Coutinho até a estação Clínicas, da linha 2-verde. A linha verde tem integração com a linha 1-azul, que opera entre as regiões norte e sul da capital.

Senhas

Os passageiros que costumam utilizar a transferência para os trens da CPTM na estação Pinheiros devem retirar senhas para fazerem a integração gratuita, seja na estação de mesmo nome da linha 9-Esmeralda que faz ligação com a linha amarela ou na Clínicas. As senhas serão distribuídas próximo às catracas de ambas estações, e só valem para o domingo.

Exceto nesses casos de integração, os passageiros podem utilizar o transporte do Paese sem a necessidade de retirar senhas.

PPP

Diferentemente das primeiras três linhas do metrô, de responsabilidade do governo do Estado, a linha 4 opera sob concessão privada, pela empresa ViaQuatro. Inaugurada em 2011, foi a primeira das linhas no modelo de parceria público-privada, padrão seguido nas novas e futuras linhas.

Das 11 estações, 4 ainda não foram entregues. Quando a ViaQuatro fechou contrato com o Metrô, em 2006, a previsão era de que a linha estivesse em pleno funcionamento em 2010. Na campanha ao governo do Estado do mesmo ano, quando se elegeu, Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que até o fim do mandato, em 2014, entregaria a linha 4-amarela completa. Sob seu governo o metrô tem atraso em todas as obras de expansão.

A previsão atual é que a linha esteja completa apenas no segundo semestre de 2019. A ViaQuatro já cobrou do governo estadual R$ 500 milhões pelo atraso nas obras.

Pré-candidato do PSDB para a eleição presidencial de 2018, o tucano prometeu a entrega de três das quatro estações pendentes até o final do mandato, o que, somadas a promessas de outras linhas, totalizaria mais quilômetros do que a expansão feita nos últimos 12 anos. Após seguidas gestões do PSDB no Estado desde 2005, a rede cresceu apenas 21 km.

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