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Anna Cândida de Azevedo Sodré nasceu em 22 de setembro de 1855, em Maricá (RJ), e se tornou uma das figuras femininas mais relevantes da elite santista no final do século XIX
Mais do que apenas esposa de um empresário, Ana Costa esteve ligada a um período de transformação da cidade, quando Santos começava a se desenvolver e a se conectar com a orla
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Quem passa diariamente pela Avenida Ana Costa, uma das mais importantes de Santos, talvez não imagine que por trás do nome existe uma história marcada por influência, tragédia e legado urbano.
Anna Cândida de Azevedo Sodré, conhecida como Dona Ana Costa, nasceu em 22 de setembro de 1855, em Maricá (RJ), e se tornou uma das figuras femininas mais relevantes da elite santista no final do século XIX.
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Ao se casar com o empreendedor português Mathias Casimiro Alberto da Costa, Ana Costa passou a integrar um dos núcleos mais influentes da cidade.
O casal possuía extensas propriedades em Santos e teve papel importante no processo de expansão urbana, especialmente na região que hoje abriga a Vila Mathias.
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Mais do que apenas esposa de um empresário, Ana Costa esteve ligada a um período de transformação da cidade, quando Santos começava a se desenvolver e a se conectar com a orla.
A principal homenagem à figura histórica veio por meio da Avenida Ana Costa, uma das mais simbólicas da cidade até hoje.
Com quase 3 km de extensão, a avenida atravessa bairros estratégicos e se consolidou como um dos principais eixos de SantosA via foi aberta por iniciativa de seu marido para ligar o Centro à região da praia, inicialmente com a implantação de uma linha de bondes, um avanço importante para a mobilidade urbana da época.
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Com quase 3 km de extensão, a avenida atravessa bairros estratégicos e se consolidou como um dos principais eixos de Santos, sendo considerada até hoje o “coração” da cidade.
Além disso, foi pioneira:
A trajetória da família mudou drasticamente em 8 de maio de 1889, quando Mathias Costa foi assassinado em meio a disputas por terras.
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O crime chocou Santos e interrompeu um dos projetos mais ambiciosos da época, justamente no momento em que a avenida começava a ganhar forma.
Viúva e com cinco filhos, Ana Costa deixou a cidade e retornou ao Rio de Janeiro.
Viúva e com cinco filhos, Ana Costa deixou a cidade e retornou ao Rio de Janeiro.Anos depois, em 1893, Ana se casou novamente, com José Bloem, passando a assinar Anna Sodré Bloem.
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Ela permaneceu no Rio de Janeiro até o fim da vida, falecendo em 27 de outubro de 1936.
Apesar da distância, seu nome já estava eternizado em Santos.
Mesmo após sua morte, o impacto da família permaneceu visível na cidade.
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Além da Avenida Ana Costa, outros nomes ligados à família Azevedo Sodré também foram incorporados à geografia urbana santista, reforçando a influência histórica do grupo.
Hoje, a avenida não é apenas uma via de ligação é símbolo de desenvolvimento, mobilidade e identidade da cidade.
Durante décadas, Dona Ana Costa ficou conhecida apenas como o nome de uma avenida. Mas sua história revela uma mulher inserida em um momento decisivo da formação de Santos.
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Resgatar essa trajetória é também entender como a cidade cresceu — entre negócios, conflitos e transformações urbanas que moldaram o litoral paulista.