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Tragédia e legado: Quem foi a mulher por trás do nome da avenida mais famosa de Santos

Anna Cândida de Azevedo Sodré nasceu em 22 de setembro de 1855, em Maricá (RJ), e se tornou uma das figuras femininas mais relevantes da elite santista no final do século XIX

Ana Clara Durazzo

Publicado em 05/04/2026 às 21:04

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Mais do que apenas esposa de um empresário, Ana Costa esteve ligada a um período de transformação da cidade, quando Santos começava a se desenvolver e a se conectar com a orla

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Quem passa diariamente pela Avenida Ana Costa, uma das mais importantes de Santos, talvez não imagine que por trás do nome existe uma história marcada por influência, tragédia e legado urbano.

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Anna Cândida de Azevedo Sodré, conhecida como Dona Ana Costa, nasceu em 22 de setembro de 1855, em Maricá (RJ), e se tornou uma das figuras femininas mais relevantes da elite santista no final do século XIX.

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Uma mulher influente na elite santista

Ao se casar com o empreendedor português Mathias Casimiro Alberto da Costa, Ana Costa passou a integrar um dos núcleos mais influentes da cidade.

O casal possuía extensas propriedades em Santos e teve papel importante no processo de expansão urbana, especialmente na região que hoje abriga a Vila Mathias.

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Mais do que apenas esposa de um empresário, Ana Costa esteve ligada a um período de transformação da cidade, quando Santos começava a se desenvolver e a se conectar com a orla.

A avenida que mudou Santos

A principal homenagem à figura histórica veio por meio da Avenida Ana Costa, uma das mais simbólicas da cidade até hoje.

Com quase 3 km de extensão, a avenida atravessa bairros estratégicos e se consolidou como um dos principais eixos de Santos

A via foi aberta por iniciativa de seu marido para ligar o Centro à região da praia, inicialmente com a implantação de uma linha de bondes, um avanço importante para a mobilidade urbana da época.

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Com quase 3 km de extensão, a avenida atravessa bairros estratégicos e se consolidou como um dos principais eixos de Santos, sendo considerada até hoje o “coração” da cidade.

Além disso, foi pioneira:

  • Primeira a receber iluminação elétrica
  • Uma das primeiras a ter trechos asfaltados
  • Marco da modernização urbana santista

Um crime que marcou a história

A trajetória da família mudou drasticamente em 8 de maio de 1889, quando Mathias Costa foi assassinado em meio a disputas por terras.

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O crime chocou Santos e interrompeu um dos projetos mais ambiciosos da época, justamente no momento em que a avenida começava a ganhar forma.

Viúva e com cinco filhos, Ana Costa deixou a cidade e retornou ao Rio de Janeiro.

Viúva e com cinco filhos, Ana Costa deixou a cidade e retornou ao Rio de Janeiro.

Recomeço e vida fora de Santos

Anos depois, em 1893, Ana se casou novamente, com José Bloem, passando a assinar Anna Sodré Bloem.

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Ela permaneceu no Rio de Janeiro até o fim da vida, falecendo em 27 de outubro de 1936.

Apesar da distância, seu nome já estava eternizado em Santos.

Legado que atravessa gerações

Mesmo após sua morte, o impacto da família permaneceu visível na cidade.

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Além da Avenida Ana Costa, outros nomes ligados à família Azevedo Sodré também foram incorporados à geografia urbana santista, reforçando a influência histórica do grupo.

Hoje, a avenida não é apenas uma via de ligação é símbolo de desenvolvimento, mobilidade e identidade da cidade.

Mais do que um nome

Durante décadas, Dona Ana Costa ficou conhecida apenas como o nome de uma avenida. Mas sua história revela uma mulher inserida em um momento decisivo da formação de Santos.

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Resgatar essa trajetória é também entender como a cidade cresceu — entre negócios, conflitos e transformações urbanas que moldaram o litoral paulista.

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