Mais do que um problema de espaço, o descarte irregular representa um risco direto à saúde pública / Divulgação
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O avanço tecnológico acelerado trouxe um desafio ambiental sem precedentes: o crescimento explosivo do lixo eletrônico. Segundo o relatório "The Global E-waste Monitor 2024", da Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo atingiu a marca de 62 milhões de toneladas desses materiais descartados em 2022, um aumento de 82% em relação a 2010.
Mais do que um problema de espaço, o descarte irregular representa um risco direto à saúde pública.
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De acordo com Helen Brito, gerente de relações institucionais da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), esses aparelhos podem conter substâncias tóxicas como chumbo, mercúrio e cádmio, capazes de contaminar o solo e a água se não forem tratados adequadamente.
Muito além da nova logística reversa da Brastemp, na Baixada Santista, o consumidor dispõe de diversas alternativas para dar o destino correto a televisores, geladeiras, computadores e outros equipamentos.
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A principal delas são os pontos de recebimento específicos, que podem ser localizados facilmente por meio de busca pelo CEP no site da ABREE.
Esses locais garantem que o produto entre no ciclo de manufatura reversa, onde os componentes são separados e as matérias-primas são reaproveitadas, economizando recursos naturais.
Uma das formas mais eficientes de descarte é a logística reversa, processo no qual fabricantes e distribuidores assumem a responsabilidade pelo retorno do produto após o fim de sua vida útil.
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Muitas empresas permitem que o consumidor devolva itens diretamente nas lojas, oferecendo, em alguns casos, descontos na compra de aparelhos novos como incentivo.
Além disso, cooperativas de reciclagem especializadas atuam na região garantindo que metais, plásticos e vidros sejam reinseridos na cadeia produtiva de forma segura.
As cidades do litoral paulista também organizam periodicamente campanhas de arrecadação de eletroeletrônicos.
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Esses eventos são oportunidades estratégicas para a população descartar aparelhos volumosos ou quebrados, recebendo orientações sobre sustentabilidade. O papel do consumidor é central nesse processo, servindo como o primeiro elo de uma corrente que visa reduzir a poluição e promover a economia circular.
Para que a reciclagem ocorra sem riscos, o cidadão deve adotar alguns cuidados fundamentais antes de levar o aparelho ao ponto de coleta.
É essencial separar os eletrônicos do lixo comum e nunca violar ou desmontar os produtos em casa, já que o rompimento de componentes internos pode liberar materiais tóxicos prejudiciais à saúde humana.
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No caso de dispositivos que armazenam informações, como celulares e computadores, a recomendação é apagar todos os dados pessoais antes da entrega.
Após o descarte no ponto de recebimento, o material segue para a triagem e desmontagem técnica, onde os resíduos perigosos recebem tratamento específico.
Esse ciclo de sustentabilidade não apenas protege o meio ambiente, mas também fortalece a indústria de reciclagem e a preservação dos recursos naturais para as próximas gerações.
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