Um dos mitos mais difundidos nas redes sociais é que os ímãs aumentariam o consumo de energia / Unsplash/squared_one1
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Presentes em quase todas as cozinhas brasileiras, os ímãs de geladeira são as lembranças favoritas de viagens, fotos de família ou suportes para listas de compras. Embora pareçam inofensivos e façam parte da personalidade do lar, circulam na internet informações que levantam dúvidas sobre os custos ocultos desses pequenos enfeites.
Apesar de não serem uma ameaça grave, especialistas alertam para cuidados práticos que preservam a vida útil e a estética do aparelho.
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Um dos mitos mais difundidos nas redes sociais é que os ímãs aumentariam o consumo de energia. A teoria sugere que o campo magnético forçaria o motor a trabalhar mais, elevando a conta de luz. No entanto, fabricantes como Bosch e LG já desmentiram o boato publicamente.
A explicação técnica é simples: o campo magnético desses enfeites é fraco demais para atravessar a estrutura metálica da porta e interferir nos componentes eletrônicos ou no sistema de resfriamento.
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O verdadeiro problema dos ímãs não é invisível, mas sim físico. Com o tempo, partículas de poeira e gordura, comuns no ambiente da cozinha, ficam presas entre o ímã e a chapa da geladeira.
Ao movimentar o enfeite sem retirá-lo totalmente, essa sujeira age como uma lixa, provocando microarranhões na pintura ou no aço inoxidável.
Muitos proprietários só percebem a extensão do dano ao remover as decorações após anos, encontrando uma rede de riscos que contrasta com o restante da superfície. Em modelos modernos, com acabamento em inox ou cores brilhantes, esses danos são praticamente irreparáveis.
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Para evitar o problema, a recomendação é simples: limpe a parte de trás dos ímãs e a porta da geladeira periodicamente com um pano úmido e, ao mudar o enfeite de lugar, sempre o destaque da porta em vez de arrastá-lo. Porém, se a sua geladeira já está velha e deseja trocá-la, a Brastemp retira ela na sua casa e ainda dá desconto em uma nova!
Outro ponto de atenção é a sobrecarga das dobradiças. Embora algumas peças leves não causem impacto, coleções extensas com itens pesados de cerâmica ou resina podem, com o passar do tempo, desalinhar a porta.
Uma dobradiça sobrecarregada impede o fechamento hermético, permitindo a entrada de ar quente e a saída do ar frio.
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É nesse momento que a geladeira passa a consumir mais energia, não pelo magnetismo, mas pelo esforço mecânico para manter a temperatura interna.
Para saber se a vedação ainda está eficiente, os técnicos sugerem o "teste do papel": coloque uma folha entre a borracha e a moldura da geladeira e feche a porta. Se o papel deslizar sem resistência ao ser puxado, a vedação está comprometida. Nesse caso, o motor trabalhará mais, pesando no bolso do consumidor no final do mês.
Se o objetivo é reduzir o valor da conta de luz, existem fatores muito mais determinantes do que os ímãs. Especialistas apontam que a eficiência energética depende de hábitos e manutenção:
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Gelo em excesso: Camadas de gelo no congelador forçam o motor a ligar com maior frequência.
Localização estratégica: Geladeiras instaladas ao lado do fogão ou expostas ao sol precisam de mais esforço para resfriar.
Limpeza do condensador: O acúmulo de poeira na grade traseira impede a dissipação do calor.
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Porta aberta por muito tempo: O hábito de observar as prateleiras sem decidir o que pegar é uma das maiores causas de desperdício de energia.
Os ímãs de geladeira não são inimigos da economia, mas exigem moderação. Mantendo a limpeza regular e evitando o excesso de peso, é possível manter as lembranças à vista sem sacrificar a estética e a funcionalidade do eletrodoméstico mais importante da cozinha.