Ricos em nutrientes, ovos são aliados da saúde, mas exigem atenção em casos específicos / Freepik
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Presente no café da manhã, no almoço e até no jantar, o ovo é um dos alimentos mais completos da alimentação. Ainda assim, seu consumo levanta dúvidas quando o assunto é fígado e pâncreas.
Para pessoas saudáveis, o ovo não costuma trazer riscos. Já em quadros de doenças hepáticas, pancreáticas ou renais, a escolha entre gema e clara pode influenciar diretamente o bem-estar.
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A recomendação atual é clara: o ovo segue liberado para a maioria da população. No entanto, em situações específicas, ajustes na quantidade e na forma de consumo ajudam a evitar sobrecargas no organismo. Saiba mais na galeria abaixo:
Os ovos concentram uma combinação valiosa de nutrientes. Um único exemplar pode suprir até 25% das necessidades diárias de aminoácidos essenciais, além de oferecer vitaminas e minerais fundamentais ao corpo.
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Por esse motivo, especialistas afirmam que pessoas sem problemas de saúde não precisam restringir o consumo. O ovo é acessível, natural e considerado um alimento completo na rotina alimentar.
Mesmo assim, nem todos os organismos respondem da mesma forma. Em casos de doenças crônicas, o impacto do alimento muda e exige uma avaliação mais cuidadosa da dieta.
Veja também: Erro comum na cozinha transforma ovos em possíveis vilões da nossa saúde.
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A gema concentra a maior parte das gorduras do ovo, o que demanda maior esforço do fígado durante a digestão. Em pessoas com doenças hepáticas avançadas, como inflamações ou esteatose (gordura no fígado), isso pode representar um desafio extra.
Como o fígado atua diretamente na metabolização do colesterol, por muitos anos o ovo foi visto com desconfiança. O receio era o aumento do LDL, associado a disfunções hepáticas e problemas cardiovasculares.
Atualmente, a análise é mais equilibrada. A gema contém quase 5 g de gordura, sendo apenas 0,1 g de gordura saturada, considerada a mais nociva à saúde.
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Em doenças pancreáticas, o consumo de ovos deve ser avaliado caso a caso. A pancreatite, por exemplo, costuma exigir redução da ingestão de gorduras para evitar crises e desconfortos.
Um ovo grande possui aproximadamente 4,8 g de gordura, concentrada quase totalmente na gema. Por isso, em determinadas situações, especialistas indicam limitar a quantidade ou priorizar apenas as claras.
Isso não significa exclusão total do alimento. Com acompanhamento médico, o ovo pode permanecer no cardápio, desde que haja atenção aos sinais do organismo.
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Quem convive com insuficiência renal também precisa cautela. A digestão das proteínas gera resíduos nitrogenados, eliminados facilmente por rins saudáveis, mas problemáticos quando a função renal está comprometida.
O acúmulo dessas substâncias pode agravar o quadro clínico. Por isso, profissionais de saúde costumam orientar a redução de alimentos ricos em proteína, incluindo ovos, de forma individualizada.
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No fim, o consumo consciente faz a diferença. Para muitos, o ovo segue como aliado da saúde. Para outros, adaptar a escolha entre gema e clara pode ser essencial para manter o equilíbrio do corpo.