Nos restaurantes japoneses, o atum aparece como uma das escolhas mais frequentes do público, ficando atrás apenas do salmão em popularidade.
Presente em sushis, sashimis e temakis, o peixe conquista pelo sabor marcante e pela textura macia. No entanto, por trás da preferência, existe um alerta importante: o atum pode apresentar níveis elevados de mercúrio.
Um amplo estudo da Agência de Segurança Alimentar da Espanha (Aesan) analisou diversas espécies de peixes e frutos do mar, tanto frescos quanto enlatados, para identificar níveis de contaminação.

Por que o atum pode conter mercúrio
O mercúrio é um metal pesado que se acumula nos oceanos e acaba sendo absorvido por peixes ao longo da cadeia alimentar. Espécies maiores e predadoras, como o atum, concentram quantidades mais altas da substância, já que se alimentam de outros peixes menores contaminados.
Riscos do consumo excessivo
O consumo frequente e em grandes quantidades pode trazer riscos à saúde, especialmente para gestantes, crianças e pessoas mais sensíveis.
Além disso, entre os possíveis efeitos estão alterações neurológicas, problemas no desenvolvimento e impactos no sistema nervoso.

Atum também tem benefícios
Apesar do alerta, o atum não precisa ser eliminado da alimentação. Rico em proteínas, ômega-3 e vitaminas, ele também oferece benefícios importantes para o organismo, além de contribuir para a proteção do coração e para o bom funcionamento do cérebro.
Como consumir com segurança
O segredo está no equilíbrio. Por isso, especialistas recomendam variar o consumo de peixes e evitar exageros, dando preferência a espécies com menor concentração de mercúrio, como sardinha e tilápia.
Além disso, optar por fontes confiáveis e manter uma dieta diversificada também ajuda a reduzir riscos..
