Saúde

Osteoporose atinge sobretudo mulheres idosas e começa com sinais ignorados

A doença silenciosa afeta milhões, e o diagnóstico precoce, alimentação rica em cálcio e exercícios são essenciais para conter a perda óssea

Giovanna Camiotto

Publicado em 05/03/2026 às 20:22

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A osteoporose é considerada uma das doenças crônicas mais comuns do envelhecimento / Pexels

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A osteoporose, considerada uma das doenças crônicas mais comuns do envelhecimento, atinge milhões de pessoas e tem como principal grupo de risco as mulheres idosas. Silenciosa no início, a perda de massa óssea costuma apresentar sintomas difusos, que muitas vezes não são associados imediatamente ao problema, o que atrasa o diagnóstico.

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Quedas aparentemente banais, hematomas frequentes e dores nas costas podem ser sinais iniciais. Estima-se que entre 10 a 15 milhões de pessoas sofram com osteoporose no Brasil, principalmente mulheres mais velhas, mas o número real pode ser ainda maior. Especialistas alertam que é preciso um olhar clínico atento para identificar a doença antes que ocorram fraturas.

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O ortopedista Philipp Wagner afirma que não há um sintoma único que indique imediatamente a condição. Dores nas costas são frequentes, mas podem ter múltiplas causas. Em um dos casos relatados por ele, uma paciente sofreu fratura na vértebra ao levantar um vaso de flores vazio, situação que revelou a fragilidade óssea.

Exercícios físicos ajudam a reduzir a perda de massa óssea/Pexels
Exercícios físicos ajudam a reduzir a perda de massa óssea/Pexels
Exame de densidade óssea é fundamental para diagnóstico precoce/Pexels
Exame de densidade óssea é fundamental para diagnóstico precoce/Pexels
Alimentação rica em cálcio é parte essencial do tratamento/Pexels
Alimentação rica em cálcio é parte essencial do tratamento/Pexels
Atividade física regular fortalece músculos e ossos/Pexels
Atividade física regular fortalece músculos e ossos/Pexels
Osteoporose afeta principalmente mulheres após a menopausa/Pexels
Osteoporose afeta principalmente mulheres após a menopausa/Pexels

Diagnóstico exige investigação

A avaliação inclui exame de densidade óssea (DXA) e análise de sangue. O objetivo é identificar fatores como desnutrição, deficiência hormonal, uso de medicamentos, histórico familiar e outras doenças que possam acelerar a perda óssea.

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Mulheres a partir dos 70 anos são orientadas a realizar o exame de densidade óssea, que custa entre entre R$ 120 e R$ 600 e nem sempre é coberto pelo sistema público, caso não haja indicação médica formal. 

Entre os principais fatores de risco estão a queda acentuada do estrogênio na menopausa, que acelera a perda de cálcio, sedentarismo, alimentação pobre em nutrientes, falta de exposição solar, consumo excessivo de álcool e tabaco, além de tratamentos como quimioterapia e diálise.

Tratamento e prevenção

A boa notícia é que a perda óssea pode ser controlada e, em alguns casos, parcialmente revertida. Alimentação rica em cálcio, prática regular de exercícios físicos e medicação adequada são pilares do tratamento.

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A recomendação média é ingestão diária de 1.500 mg de cálcio por meio da alimentação. Porém, o excesso de cálcio ou vitamina D também pode ser prejudicial, pois essas substâncias se acumulam no organismo.

Dependendo do perfil do paciente, médicos podem prescrever terapia hormonal, bisfosfonatos (que reduzem a reabsorção óssea) ou medicamentos osteoanabólicos, que estimulam a formação de novo tecido ósseo.

Além disso, a prevenção de quedas é fundamental. Ajustes simples em casa, como retirar tapetes escorregadios e adaptar o banheiro, reduzem o risco de fraturas.

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Reabilitação

A mobilização precoce com fisioterapia é prioridade. Para pacientes com limitação física, plataformas vibratórias são utilizadas como estímulo muscular e ósseo, técnica que vem apresentando bons resultados.

Estudos recentes também indicam que doses baixas de terapia hormonal no início da menopausa podem reduzir significativamente o risco de osteoporose, com benefícios que superam os riscos tradicionalmente discutidos. Outra alternativa é a aplicação de bisfosfonatos injetáveis a cada cinco anos.

Especialistas reforçam que, além dos medicamentos, a atividade física continua sendo a base da prevenção e do tratamento para combater a osteoporose.

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