Saúde

O risco da cafeína na gravidez que muitas mulheres ignoram

Estudo recente alerta que o consumo excessivo de uma bebida muito comum entre mães pode estar associado a alterações no cabelo de bebês

Agência Diário

Publicado em 08/03/2026 às 21:21

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Pesquisa aponta possível relação entre o consumo elevado de determinada bebida por mães e mudanças observadas no cabelo de recém-nascidos, levantando debate entre especialistas / Feepik

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Aquele cafezinho de todos os dias, que para muitos é indispensável para começar a manhã, exige uma atenção especial durante a gravidez. 

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Um estudo recente conduzido pela pesquisadora Anni Kukkonen acende um alerta importante: a cafeína atravessa a placenta com facilidade, mas o feto, ainda em desenvolvimento, não possui a capacidade de metabolizar a substância de forma eficaz.

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Na prática, isso significa que o bebê acaba exposto aos efeitos estimulantes da substância por muito mais tempo do que no organismo da mãe.

Galeria: cuidados com a alimentação durante a gestação

Durante a gravidez, o consumo excessivo de cafeína pode trazer riscos para o bebê / Pixabay
Durante a gravidez, o consumo excessivo de cafeína pode trazer riscos para o bebê / Pixabay
Nutrientes como ferro, cálcio e ácido fólico ganham ainda mais importância na gestação / Pixabay
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Frutas, verduras e alimentos naturais ajudam a garantir uma gestação mais saudável / Pixabay
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Na gravidez, escolhas alimentares conscientes fazem diferença no desenvolvimento do bebê / Pixabay
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Especialistas recomendam atenção redobrada à higiene e ao preparo dos alimentos / Pixabay
Especialistas recomendam atenção redobrada à higiene e ao preparo dos alimentos / Pixabay
Uma dieta variada e nutritiva contribui para o bem-estar da mãe durante toda a gestação / Pixabay
Uma dieta variada e nutritiva contribui para o bem-estar da mãe durante toda a gestação / Pixabay

Onde mora o risco?

Atualmente, a medicina já relaciona o consumo excessivo de cafeína - acima de 200 mg por dia - a problemas graves, como o aumento no risco de aborto espontâneo, distúrbios de crescimento e bebês que nascem com baixo peso.

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O diferencial da pesquisa de Kukkonen, realizada com pacientes do Hospital Universitário de Kuopio, foi investigar se doses consideradas "medianas" (entre 5 e 200 mg) também podem ser danosas à saúde fetal. 

Para chegar a esses dados, a pesquisadora analisou amostras de cabelo dos recém-nascidos para medir o nível real de exposição à substância durante a gestação.

Veja também: O café pode matar? Descubra o limite para o consumo diário de cafeína.

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A conta que poucos fazem

O maior desafio para as gestantes é que o limite de 200 mg é atingido muito mais rápido do que se imagina. Não se trata apenas de xícaras de café coado, mas de uma soma de produtos consumidos ao longo do dia.

Para se ter uma ideia, uma única dose de 60 mL de um "energy shot" já bate o limite diário de 200 mg. Confira outros valores médios que podem somar na conta:

  • Café coado (237 mL): ~96 mg
  • Bebida energética (237 mL): ~79 mg
  • Espresso (30 mL): ~63 mg
  • Chá preto (237 mL): ~48 mg
  • Refrigerantes de cola: ~22 mg
  • Chocolate amargo: ~18 mg

Veja também: Alimentos ricos em ferro para anemia na gestação; veja o guia informativo.

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Cuidado com os "escondidos"

Substâncias que não são tradicionalmente associadas ao café, como refrigerantes e chocolates, podem causar uma overdose acidental quando somadas a outras bebidas. 

Além disso, o uso de suplementos de cafeína concentrada, muito comuns em cápsulas ou pré-treinos, é totalmente contraindicado para quem está esperando um bebê.

A recomendação para as futuras mães é olhar além da xícara e monitorar o rótulo do que consomem, garantindo um desenvolvimento mais seguro para o bebê.

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*Por Raphael Miras

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