Nem tudo que parece leve ou saudável é uma boa escolha no dia a dia. A nutricionista Alessandra Feltre chama atenção justamente para esses alimentos que passam despercebidos, mas que, segundo ela, não entram em sua casa de jeito nenhum. Às vezes, escolhemos um alimento no supermercado por parecer mais nutritivo e somos enganados pelo marketing e pela embalagem do produto.
Ela faz questão de deixar claro que não se trata de terrorismo alimentar, mas de ter mais consciência na hora de escolher o que comer: “Não é sobre terrorismo alimentar. É sobre aprender a ler rótulos e melhorar as suas decisões no dia a dia”.
Alimentos que parecem saudáveis, mas não são
Um dos principais pontos levantados pela nutricionista é o consumo de produtos ultraprocessados que ganharam fama de “inofensivos”.
Um exemplo clássico é o biscoito água e sal. Muita gente recorre a ele achando que é leve, principalmente quando não está se sentindo bem. “Na prática, farinha refinada, óleo vegetal, quase zero nutriente, pico glicêmico, rápido”, alerta a profissional.
Outro caso comum é o iogurte batido com frutas e açúcar. “Tem selo de saudável, imagem de café da manhã perfeito, mas costuma ter açúcar em dose de sobremesa, fruta sem fibra, pouca proteína real. Não é iogurte, é doce líquido”, afirma.
Rótulo nem sempre conta toda a história
As bebidas lácteas com proteína também entram nessa lista. Apesar do apelo fitness, muitas têm mais espessantes, aromatizantes e açúcar do que proteína de verdade.
O pão de queijo industrializado segue a mesma lógica. “Não tem queijo de verdade, amido, gordura vegetal estabilizantes. Nenhuma saciedade. Não tem nada a ver com pão de queijo mineiro”, reforça a nutricionista.

Cuidado com o “100% fruta”
Outro produto que engana bastante é o suco de caixinha com rótulo “100% fruta”.
Mesmo sem adição de açúcar, ele não substitui a fruta in natura. Isso porque não tem fibras e concentra muita frutose, o que impacta diretamente a glicemia.
“Não é fruta, é açúcar líquido”, resume.
O problema é a frequência
O ponto principal, segundo Alessandra, é que esses alimentos não parecem tão prejudiciais e acabam entrando na rotina sem muita culpa.
“Consegue perceber o padrão? Nada disso parece tão errado assim. São alimentos que entram na rotina sem culpa às vezes. E é justamente aí que eles atrapalham o intestino, a glicemia e o metabolismo como um todo”, finaliza
A ideia não é nunca mais comer nada disso, mas começar a prestar mais atenção nos rótulos e, sempre que possível, dar preferência a alimentos mais naturais. Pequenas mudanças no dia a dia já fazem diferença.
