X

Saúde

Estudo: 91% das brasileiras nunca realizaram exame para analisar fertilidade

Exame simples de sangue, análise que dosa o hormônio anti-mülleriano, pode ser uma ferramenta útil ao planejamento familiar

Luana Fernandes

Publicado em 19/01/2023 às 11:10

Atualizado em 19/01/2023 às 11:44

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

Entre as mulheres tentando engravidar, 10% delas mencionaram terem efetuado o exame / Andre Borges/Agência Brasil

A carreira profissional é cada vez mais relevante na vida das mulheres e uma pesquisa divulgada em 2019, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou a taxa de participação delas, em relação à força de trabalho, que já atingia 54,5%. Assim, o adiamento da gravidez vem sendo visto como a melhor opção, mas vai de encontro a uma reserva ovariana em declínio posto que, diferente do homem, que dispõe de gametas a vida inteira, a mulher apresenta um tempo definido para a produção de óvulos.

Na prática, o que acontece é que, a cada ciclo, centenas de óvulos são preparados, mas a mulher ovula apenas um, morrendo o restante. E, ao contrário do que se possa imaginar, esse estoque não se renova a cada ovulação, de modo que conforme transcorrem os anos, só ocorre a perda dele. Todavia, existe um exame com o qual é possível fazer uma espécie de “previsão da fertilidade feminina”: trata-se da análise que dosa o hormônio anti-mülleriano (HAM), um exame simples de sangue, que pode ser feito a qualquer momento do ciclo menstrual. Porém, segundo constatou o mais recente estudo da Famivita, 91% das brasileiras nunca fizeram tal análise.

Ainda conforme o estudo, mulheres na faixa etária dos 40 aos 44 anos são as que mais realizaram o exame, com 16%. Entre as mulheres tentando engravidar, 10% delas mencionaram terem efetuado o exame. Os dados por estado apontaram que em São Paulo e no Distrito Federal, 9% fizeram esse exame, já no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, esse número foi de 14% e 7%, respectivamente.

Vale lembrar que, em geral, o ponto alto da fertilidade da mulher é visto na medicina como aproximadamente dos 18 até os 28 anos, dado que a reserva ovariana estaria no auge. Já entre os 32 e 35 haveria um bom potencial para a gestação, mas dessa idade até os 37, se dá uma queda acentuada referente à quantidade e qualidade dos óvulos. Tal cenário pode inclusive trazer uma maior possibilidade de riscos, especialmente a partir dos 40 anos. 

A análise do hormônio anti-mulleriano se configura, assim, como uma ferramenta muito útil, especialmente quando é premente o dilema entre a carreira e as crianças. Isso porque tendo ao menos uma ideia do "nível de fertilidade", haveria um maior planejamento sobre quando seria melhor acontecer a gestação - apressando ou retardando esse processo.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Cotidiano

Vai para São Paulo? Veja tráfego das estradas

Informação foi divulgada pela Ecovias

Cotidiano

'Tempo' feio vai atrapalhar? Veja tempo de espera na balsa

Condições climáticas podem atrapalhar

©2024 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software

Newsletter