Do Egito à Espanha, o mundo se prepara para o fenômeno astronômico mais importante das próximas décadas / Reprodução/unsplash
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Menos de uma semana após o eclipse solar anular que encantou observadores no último dia 17 de fevereiro, astrônomos e entusiastas já voltam suas atenções para um fenômeno ainda mais impressionante que ocorrerá no próximo ano.
Segundo informações divulgadas pela NASA e repercutidas pelo jornal argentino La Nación, o mundo se prepara para o eclipse solar total mais longo do século XXI, um evento de rara magnitude previsto para 2 de agosto de 2027.
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O fenômeno se destacará por sua duração excepcional. Em determinadas regiões, a Lua ocultará completamente o Sol por um período superior a seis minutos – mais precisamente, 6 minutos e 23 segundos, um intervalo significativamente superior aos quatro minutos registrados no grande eclipse americano de 2024.
Essa longevidade deve-se a uma conjugação geométrica específica: a sombra lunar cruzará áreas próximas à Linha do Equador em um momento em que a Terra estará próxima do afélio, seu ponto mais distante do Sol, e a Lua estará no perigeu, sua maior aproximação do nosso planeta.
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Essa disposição fará com que o disco lunar pareça maior no céu, permitindo que o dia se transforme em noite por um período excepcionalmente prolongado.
A faixa de totalidade, onde a escuridão será absoluta, terá aproximadamente 258 quilômetros de largura e se estenderá por mais de 15 mil quilômetros sobre a superfície terrestre.
O fenômeno atravessará o norte da África e o Oriente Médio, com especial destaque para o Egito, onde se espera a melhor visibilidade.
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Países europeus como a Espanha também estarão na rota do eclipse: cidades como Málaga poderão experienciar a totalidade, enquanto outras como Madri e Lisboa observarão uma ocultação parcial muito elevada, atingindo 86% e 93%, respectivamente.
Considerado um dos eventos astronômicos mais relevantes do século, o eclipse de 2027 oferece uma oportunidade ímpar para a investigação da coroa solar e da física espacial. Cientistas de todo o mundo devem mobilizar equipamentos e equipes para estudar a camada mais externa do Sol, visível apenas durante a totalidade.
Os especialistas reforçam os avisos de segurança para a observação do fenômeno. Olhar diretamente para o Sol sem a proteção adequada pode causar danos oculares permanentes. É indispensável o uso de óculos certificados pela norma ISO 12312-2 ou filtros apropriados em telescópios, binóculos e câmeras.
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Após o marco de 2027, eventos de duração comparável só devem ocorrer novamente em meados da década de 2040. Um eclipse com tamanha magnitude e duração, no entanto, só voltará a acontecer no próximo século, o que torna a data de 2 de agosto de 2027 um momento histórico para a astronomia mundial.