Marcelinho Carioca acusa ex-advogada de apropriação indevida de R$ 479 mil

Ex-jogador registra caso na polícia, enquanto advogada nega irregularidades e diz ter depositado valor em juízo

Marcelinho Carioca

Marcelinho Carioca diz ter sido vítima de golpe de ex-advogada/Reprodução

O ex-jogador Marcelinho Carioca apresentou denúncia criminal contra a advogada Fernanda Ferichini, acusando-a de se apropriar indevidamente de cerca de R$ 479,4 mil referentes a um processo judicial. O caso foi registrado no 17º Distrito Policial de São Paulo, no bairro do Ipiranga, e envolve valores ligados à falência das Fazendas Boi Gordo, da qual o ex-atleta é credor.

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Segundo o depoimento prestado pelo ex-jogador, a advogada teria atuado em sua defesa até meados de 2024. Ele afirma que, após a emissão de um alvará judicial em janeiro de 2025, o valor a que teria direito foi depositado em uma conta vinculada à profissional.

Marcelinho Carioca ainda diz que só tomou conhecimento da movimentação no fim de 2025 e alega não ter recebido explicações sobre o destino do dinheiro.

Contra-ponto

Em nota, a advogada nega as acusações e afirma que não foi formalmente destituída do caso, contestando a versão apresentada pelo ex-jogador. Segundo a defesa, nunca houve revogação oficial do mandato nem comunicação válida sobre troca de representação.

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A advogada também sustenta que tentou repassar os valores, mas que houve entraves nas negociações com a nova defesa de Marcelinho. De acordo com ela, foram feitas exigências consideradas indevidas, como pagamento superior ao valor da causa e renúncia ao contrato de honorários, o que classificou como tentativa de extorsão.

Ainda segundo a versão apresentada, diante do impasse, foi ajuizada uma ação de consignação de pagamento, com depósito judicial do montante. A defesa afirma que a Justiça autorizou o procedimento e que os valores estariam disponíveis para retirada pelo ex-jogador.

Por fim, a advogada acusa Marcelinho Carioca de adulterar o contrato de prestação de serviços, retirando cláusula que previa honorários de êxito de 15%. A defesa classifica a suposta conduta como grave e afirma que já registrou boletim de ocorrência, além de avaliar medidas judiciais por danos morais e materiais.

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