Matthew Perry em 'Friends' / Reprodução/Warner Bros Pictures
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Apontada como peça central no caso da morte de Matthew Perry, a traficante Jasveen Sangha, conhecida como “Rainha da cetamina”, apresentou à Justiça dos Estados Unidos um pedido de clemência antes de sua sentença. A defesa anexou cartas de apoio, entre elas, uma da empresária Perla Hudson, ex-mulher do guitarrista Slash.
Presa desde agosto de 2024, Sangha se declarou culpada em setembro do ano passado por cinco acusações federais relacionadas à distribuição de cetamina, incluindo a que resultou na morte do ator, em 2023. Agora, tenta evitar a pena máxima, que pode chegar a décadas de prisão.
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Segundo documentos judiciais, a defesa sustenta que ela tem ficha limpa anterior ao caso e afirma que permanece sóbria desde a prisão. “Ela lutou significativamente contra o uso de substâncias, mas se mantém sóbria há dois anos”, diz o material apresentado ao tribunal.
Como parte da estratégia, familiares e amigos enviaram cartas ao juiz para atenuar a sentença. Um parente descreve Sangha como “cheia de compaixão, muito empática e altruísta”.
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Já Perla Hudson afirmou que a acusada foi presente em momentos difíceis de sua vida e não buscava vantagens pessoais. “Jasveen não representa um perigo para a sociedade; ela é alguém que, quando tiver a oportunidade, continuará a enriquecer e elevar aqueles ao seu redor”, escreveu.
Matthew Perry, que interpretou o personagem Chandler em 'Friends'/ReproduçãoSangha admitiu operar sua casa, em Los Angeles, como um ponto de armazenamento e distribuição de drogas. De acordo com a investigação, ela forneceu dezenas de frascos de cetamina a intermediários que, por sua vez, repassaram a substância ao ator por meio de seu assistente pessoal.
Laudos apontaram que Perry morreu em outubro de 2023 por efeitos agudos da droga. O ator, conhecido por interpretar Chandler Bing na série Friends, tinha 54 anos.
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Outros envolvidos, incluindo médicos e intermediários, também se declararam culpados e aguardam sentença. Sangha foi a última entre os acusados a firmar acordo judicial.
A acusada pode enfrentar pena de até 65 anos de prisão. No acordo, ela também reconheceu ter vendido cetamina a outra pessoa que morreu por overdose em 2019.
O caso reacendeu o debate nos Estados Unidos sobre o uso e a prescrição de cetamina, substância com aplicação médica, mas também utilizada de forma ilegal.
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