Conheça o ator vivo com mais de 10 indicações ao Oscar, mas pode nunca vencer a estatueta

Ao longo de 11 anos esse nome famoso da indústria cinematográfica esteve presente em várias categorias, mas dificilmente ele conseguirá levar o prêmio

Esse famoso nome da indústria cinematográfica foi indicado 12 vezes ao Oscar e talvez nunca consiga ganhar o prêmio

Esse famoso nome da indústria cinematográfica foi indicado 12 vezes ao Oscar e talvez nunca consiga ganhar o prêmio | Google Gemini/Imagem Gerada por IA

Se, por um lado, existem atores que não se importam em ganhar o Oscar, outros estão dispostos a fazer de tudo para receber o reconhecimento da Academia. É o caso de Bradley Cooper, que acumula 12 indicações ao prêmio.

Continua após a publicidade

Embora tenha acumulado diversas nomeações no intervalo de 11 anos, talvez ele não consiga realizar esse desejo pessoal por conta de suas ações durante sua última campanha, envolvendo o longa “Maestro”.

Leia mais: Timothée Chalamet brilha em ‘Marty Supreme’: o papel que pode finalmente render o Oscar

Cronologia

Para entender a ordem dos fatos, voltamos a 2013, quando o ator recebeu sua primeira indicação por “O Lado Bom da Vida”. No ano seguinte, foi indicado por “Trapaça”, mas como coadjuvante.

Continua após a publicidade

Ao começar a se envolver na produção de seus longas, ele não apenas recebeu a indicação por sua atuação em “Sniper Americano”, mas também na categoria de Melhor Filme.

Em “Nasce Uma Estrela”, Cooper foi indicado como ator, roteiro adaptado e melhor filme. Embora também tivesse dirigido o título, não chegou a ser nomeado por essa função (o que gerou polêmica na época).

Já em 2020 e 2022, por conta de seus trabalhos como produtor de “Coringa” e “O Beco do Pesadelo”, ele mais uma vez foi nomeado na categoria principal.

Continua após a publicidade

Com nove indicações acumuladas, ele percebeu que, possivelmente, seu próximo projeto seria o responsável por finalmente lhe dar a estatueta dourada. Foi aí que a percepção do público começou a mudar.

‘Maestro’

Em “Maestro”, Cooper interpreta o regente, compositor e pianista estadunidense Leonard Bernstein, responsável pela trilha sonora de clássicos como “Amor, Sublime Amor” e vencedor de diversos Grammys.

Mesmo que a produção tenha sido assinada por Steven Spielberg, Martin Scorsese e o desenvolvimento do longa tenha ocorrido dentro da normalidade, os problemas começaram durante a campanha para promover o trabalho ao Oscar 2024.

Continua após a publicidade

Nariz

Durante a divulgação das primeiras imagens, o público questionou a prótese usada no nariz de Cooper. O ator chegou a receber acusações de “Jewface”, representação estereotipada ou inautêntica de pessoas judias em Hollywood.

Entretanto, os filhos do próprio Bernstein manifestaram-se a favor de Cooper, alegando que o propósito era apenas deixá-lo fisicamente mais semelhante ao maestro.

Leia mais: Tânia Maria trata saúde pulmonar para representar o Cinema Nacional no Oscar 2026

Continua após a publicidade

Problemas

As declarações e atitudes de Cooper pareceram excessivas e geraram polêmicas. Durante um bate-papo com o cineasta Spike Lee na série “Directors on Directors”, da Variety, ele revelou que, nos locais em que está filmando, proíbe a existência de cadeiras para ele, sua equipe e o elenco.

Segundo ele, os assentos “sugam a energia” dos atores e do ambiente; caso alguém queira se sentar, deve improvisar um local para encostar. A ação foi vista por muitos como desumana e alvo de discussões sobre os limites da autoridade de um diretor.

Pouco depois, para o quadro “Actors on Actors”, Cooper deu declarações interpretadas como uma desvalorização do trabalho de Cillian Murphy.

Continua após a publicidade

O colega, indicado por “Oppenheimer” (e que venceu o prêmio), preparou-se para o papel em seis meses, enquanto Cooper afirmou ter levado seis anos no mesmo processo: “Isso não foi algo do tipo receber uma ligação e, em seis meses, fazer o filme. Isso teve que levar anos”.

Semanas antes da cerimônia, Cooper trouxe mais uma polêmica ao IndieWire. Ele afirmou que o próprio espírito de Leonard Bernstein o visitava no set durante os dois meses de filmagens.

“Eu esperava que ele viesse até mim todos os dias. Era assustador a ideia de que isso não acontecesse e eu tivesse que ‘atuar’. Mas, graças a Deus, em todos os 55 ou 56 dias de filmagem, isso aconteceu”, disse.