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Longa de Fernando Meirelles é considerado um dos mais importantes do cinema brasileiro, mas tem uma história curiosa por trás do Oscar
'Cidade de Deus' é considerado um dos mais importantes filmes do cinema brasileiro / Divulgação
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Não é novidade que "Cidade de Deus" é um dos títulos nacionais mais adorados, se não o maior filme brasileiro da história. Lançado no Festival de Cannes em maio de 2002, a produção conseguiu cair no gosto popular por onde passava.
Entretanto, mesmo conquistando quase 50 prêmios de melhor filme em festivais pelo globo, era quase certa uma indicação ao Oscar como longa estrangeiro. Só que isso não aconteceu como muitos imaginavam.
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Na época, os responsáveis pela escolha do representante do Brasil ao Oscar eram os membros da própria Agência Nacional de Cinema (Ancine). Mesmo com o otimismo de um voto unânime, eles se esqueceram de que deveriam conquistar os votantes da premiação.
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Esse cenário era ainda pior, pois, na época, não havia serviços de streaming para facilitar o acesso dos votantes aos longas, nem os famosos "DVDs de serviço"; o único jeito era ir até os cinemas.
Por isso, era necessário que os produtores fizessem uma campanha para convencer os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas a irem prestigiar "Cidade de Deus" nas telas.
Contudo, a produção acabou não sendo assistida por muitos votantes e, os que assistiram, não chegaram a gostar do longa a ponto de indicá-lo na categoria de filme estrangeiro.
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Caso "Cidade de Deus" tivesse sido indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2003, automaticamente ele não poderia receber mais indicações na edição seguinte.
Entretanto, ao se deparar com o potencial do longa brasileiro e com essa brecha nas regras da Academia, o então presidente da Miramax, Harvey Weinstein, contatou Meirelles sobre a existência de novas chances.
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Na época, os direitos de distribuição estavam sob o porte da própria Miramax. O executivo passou a usar sua influência e poder para que as indicações se concretizassem, patrocinando uma grandiosa campanha para o Oscar 2004.
Naquele mesmo ano, o Brasil havia escolhido como seu representante oficial o longa "Carandiru", do cineasta Hector Babenco, mas ele não conseguiu ficar entre os cinco indicados a Filme Estrangeiro.
Enquanto isso, "Cidade de Deus" surpreendeu ao ser indicado em quatro categorias: Roteiro Adaptado, Edição (Montagem), Fotografia e, claro, Melhor Direção para Fernando Meirelles. Porém, a produção acabou não vencendo em nenhuma das quatro categorias.
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