Segundo a NASA, essa combinação está prevista para acontecer por conta de uma série de fatores que são extremamente raros na mecânica celeste / Sebastian Voortman/Pexels
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O recorde de maior eclipse solar pode ser superado nos próximos anos — mais precisamente em 16 de julho de 2186, segundo dados oficiais da NASA. Este registro fará com que ele se torne o maior já ocorrido nos últimos 12 mil anos, podendo ser um marco na história da observação celeste, visto que terá uma duração de 7 minutos e 29 segundos.
A última vez que este fenômeno durou tanto foi em 1973, quando os dados apontam que ele teve uma duração de 7 minutos e 4 segundos.
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Durante a ocorrência do eclipse, a Terra estará no afélio (o ponto mais distante do Sol em sua órbita), fazendo com que o disco solar apareça ligeiramente menor no céu.(Elizabeth Olson/Pexels)Segundo a NASA, essa combinação está prevista para acontecer por conta de uma série de fatores que são extremamente raros na mecânica celeste. Além da geometria orbital, a trajetória do eclipse próxima ao equador terrestre contribui para prolongar a totalidade, pois a sombra lunar percorre uma distância maior sobre a superfície do planeta.
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Durante a ocorrência do eclipse, a Terra estará no afélio (o ponto mais distante do Sol em sua órbita), fazendo com que o disco solar apareça ligeiramente menor no céu. Ao mesmo tempo, a Lua ocupará o perigeu (sua posição mais perto da Terra), o que amplia seu tamanho aparente e permite cobrir o Sol por mais tempo.
O eclipse poderá ser visto de diferentes lugares da América Latina e partes da África (Drew Rae/Pexels)Embora esteja previsto para acontecer daqui a mais de 100 anos, segundo a plataforma Time and Date, o eclipse cruzará o norte da América do Sul. De acordo com os cálculos da NASA, os países que serão contemplados com o evento são Colômbia, Venezuela e Guiana, além de partes da África equatorial e do Oceano Atlântico.
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Entretanto, em terras brasileiras, o eclipse será visível apenas de forma parcial, com a Lua cobrindo parte do disco solar em todas as regiões do território nacional. Mesmo sem a escuridão completa, o fenômeno pode causar um escurecimento perceptível nos céus brasileiros. Porém, será necessário o uso de equipamentos adequados de proteção ocular.
Para conseguir prever a ocorrência de eclipses futuros com tanta precisão, a NASA usa modelos computacionais avançados baseados nas leis de gravitação formuladas por Isaac Newton. Esses cálculos ajudam a simular alinhamentos celestes com margem de erro inferior a um minuto, mesmo para eventos que ocorrerão em milhares de anos.
Essas informações são de grande valia não apenas para que a comunidade científica planeje as observações, mas também para que desenvolva instrumentos e organize futuras expedições.
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