Variedades

Além de Baba Vanga, quadrinhos do Gugu previram pandemia de Covid-19 e morte do apresentador

As revistinhas, que circularam nas bancas de jornais na década de 1980, tinham conteúdos premonitórios e intrigantes

Giovanna Camiotto

Publicado em 11/04/2026 às 10:35

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Os quadrinhos do apresentador Gugu Liberato tinham algumas 'previsões' do futuro / Reprodução

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Muito se fala sobre as tradicionais previsões atribuídas à Baba Vanga, porém, um material para lá de curioso voltou a circular recentemente entre os internautas: uma revista em quadrinhos dos anos 1980 do eterno apresentador Gugu Liberato (1959-2019).

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Segundo o perfil @amordepiiii, no Instagram, a narrativa da edição nº 2, publicada em 1988, apresenta uma trama sobre uma doença global capaz de provocar mutações genéticas e causar colapso social. O enredo, embora ficcional, passou a ser comparado por internautas a eventos recentes, como a pandemia de COVID-19.

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Além do tom apocalíptico, as histórias trazem elementos simbólicos e psicológicos. O vilão Juca Maleão, por exemplo, é retratado como um antigo amigo do protagonista que se corrompe pela inveja, funcionando como uma espécie de "duplo", conceito associado à ideia de sombra na psicanálise, ligada a Sigmund Freud.

Revista em quadrinhos de 1988 ligada a Gugu Liberato mostra trama com vírus mutante e levanta comparações com pandemias atuais /Reprodução
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HQ também evidencia críticas à sociedade da aparência ao mostrar o protagonista sendo ignorado após perder seu status /Reprodução
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História traz o vilão Juca Maleão como reflexo sombrio do herói, em referência a conceitos de Sigmund Freud /Reprodução
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Publicação dos anos 80 reflete padrões da época e traz representação feminina considerada problemática hoje /Reprodução
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Narrativa aborda conflito de identidade inspirado em ideias presentes no Bhagavad Gita /Reprodução
Narrativa aborda conflito de identidade inspirado em ideias presentes no Bhagavad Gita /Reprodução

Dualidade e referências filosóficas

Em um dos arcos, o antagonista tenta substituir o herói assumindo sua identidade, reforçando a dualidade entre lados opostos de um mesmo indivíduo, uma abordagem que também dialoga com conceitos presentes no Bhagavad Gita.

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Apesar das leituras mais profundas, as revistas refletem características de sua época e incluem elementos hoje considerados problemáticos, especialmente na representação feminina. A única personagem recorrente, por exemplo, é retratada como uma fã obcecada pelo protagonista.

Crítica à sociedade do espetáculo

Outro ponto que chama atenção é uma trama em que o personagem inspirado em Gugu é assaltado, perde seus bens e passa a ser ignorado e maltratado ao não ser reconhecido, situação que levanta críticas à chamada sociedade do espetáculo, onde a imagem pública se sobrepõe à identidade real.

O conjunto das histórias mistura entretenimento, exagero e reflexões sobre identidade e aparência, aproximando-se de discussões filosóficas como as de Fiódor Dostoiévski, sobre o papel do indivíduo comum na sociedade. Mais do que previsões literais, os quadrinhos revelam um retrato cultural da época, que hoje ganha novas interpretações à luz de acontecimentos contemporâneos.

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