Sites sem versão para dispositivos móveis perdem posição nas buscas do Google

O diretor de criação da RichWorks e especialista em sites para celulares e tablets, Gilson Delicado, explica quais são os impactos dessa mudança no dia a dia de empresa e usuários

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18 MAI 201511h38

De tempos em tempos, o Google altera os algoritmos - programas de computador que buscam pistas para retornar exatamente o que o usuário procura. Desta vez, a mudança teve grande impacto negativo sobre sites que não levam em conta a navegabilidade e usabilidade em dispositivos mobiles (tablets e celulares).

Desde fevereiro de 2015, sites que não funcionam bem no mobile caíram no ranking do mecanismo de busca, ou seja, ganharam menos visibilidade. Segundo o Google, a mudança está ligada a uma única grande razão: mais pessoas estão usando o sistema de busca em aparelhos móveis e os usuários esperam que a experiência seja tão boa quanto a busca utilizada no computador. Quando o resultado não é satisfatório, significa que Google não é tão bom no mobile, o que torna a empresa vulnerável em tempos onde não se pode ser.

Trabalhando há 11 anos no mercado, o diretor de criação da RichWorks Soluções Inovadoras (Santos/SP), especialista em sites para mobile, Gilson Delicado, acredita que as empresas podem não gostar da novidade no início, mas deverão se adaptar por necessidade.

"Os usuários utilizam cada vez mais os dispositivos móveis e as vendas de celulares e tablets aumentam a cada ano. Temos que acompanhar esse crescimento", analisa.

Engana-se quem pensa que basta adaptar o conteúdo do site tradicional para o mobile. De acordo com Delicado, essa é a versão responsiva, no qual o conteúdo e acessibilidade se adequam apenas ao tamanho da tela e à ausência de mouse. O site mobile envolve outro conceito, pensado especificamente para aparelhos móveis.

"Os botões ficam em lugares estratégicos e os textos devem ser pequenos e  lidos sem precisar usar o zoom. Não são utilizadas animações em Flash, o site precisa carregar rapidamente por conta da baixa velocidade do 3G no Brasil, entre outras coisas. O ideal é ter um específico para aparelhos móveis, mas é melhor ter um site responsivo (adaptado) do que não ter nada", explica.

Para empresas que já têm o site convencional, a dica é que faça a versão mobile o mais rápido possível. "A mudança do Google causa quedas significativas no fluxo de internautas visitando sites. Pesquisas mostram que até em casa as pessoas acessam a internet e fazem pesquisas em smartphones e tablets enquanto assistem TV, cozinham etc. É um investimento que dará uma grande vantagem em relação aos concorrentes", aconselha o diretor de criação.

Desde fevereiro de 2015, sites que não funcionam bem no mobile caíram no ranking do mecanismo de busca (Foto: Divulgação)

Impactos no dia a dia do usuário e das empresas

Para dar exemplo da importância que as buscas do Google exercem no dia a dia dos usuários e das empresas, imagine que você queira ir a um restaurante Mexicano. Se a procura for feita no computador, o mecanismo de busca mostrará os sites mais visitados ou com maior relevância. Mas se a mesma busca for feita no celular, o algoritmo do Google vai trazer para o topo das pesquisas os sites de restaurantes que têm a versão mobile e isso pode mudar toda a pesquisa e você acabar escolhendo um restaurante diferente.

Custos ao fazer um site mobile

Segundo o especialista para sites mobile da RichWorks, Gilson Delicado, o custo para para sites focados em dispostivos móveis costumam ser, em média, 30% maior do que a versão tradicional. "Ao produzir o site da empresa, o ideal é fazer as duas versões ao juntas, isso reduz o custo significativamente", orienta.