Reajuste de 8% evita greve na Breda, fretamento e turismo

De início, a categoria rejeitou os 7%, que elevariam o salário dos motoristas de R$ 1.719 para R$ 1.839

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07 JUN 201415h37

A diferença de 1% no reajuste salarial evitou uma greve dos 2 mil trabalhadores da Breda e demais empresas de fretamento e turismo da Baixada Santista, com data-base em maio.

Em concorrida assembleia na manhã deste sábado (7), o sindicato dos trabalhadores em transporte rodoviários de Santos e região (Sindrod) recusou reajuste de 7% e conseguiu, dez minutos depois, 8%.

De início, a categoria rejeitou os 7%, que elevariam o salário dos motoristas de R$ 1.719 para R$ 1.839. A assembleia autorizou sua direção a ligar para o sindicato patronal e exigir os 8%.

O vice-presidente do Sindrod, José Alberto Torres Simões ‘Betinho’, ligou para o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento (Sinfresan), Edival Delamuta.

A diferença de 1% no reajuste salarial evitou uma greve dos 2 mil trabalhadores da Breda e demais empresas de fretamento e turismo da Baixada Santista, com data-base em maio (Foto: Litoral Bus)

O dirigente explicou ao empresário que, caso a empresa discordasse dos 8%, a assembleia poderia paralisar os serviços, a partir de 16 de junho, cumprindo as formalidades da lei de greve (7783-1989).

Durante o telefonema, os presentes aguardaram, ansiosos, o resultado da negociação, aprovado rapidamente. Dessa forma, o salário passou a R$ 1.856,84.

A assembleia começou às 11 horas e terminou uma hora depois. O acordo garante ainda 26 vales-refeições de R$ 16, totalizando R$ 416, cesta básica de R$ 80 e correção de 8% nas demais cláusulas.