Estivadores decidem na quarta se entram em greve durante a Copa

Plenária da categoria se realiza em Brasília sob ameaça de paralisação geral dos portos do País

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25 MAI 201423h39

Estivadores de todo o país prometem paralisar os portos estatais brasileiros durante a realização da Copa do Mundo de futebol caso as reivindicações não sejam atendidas. A possibilidade de uma greve geral será discutida pelas principais lideranças da categoria em reunião que acontecerá na próxima quarta-feira, dia 28, em Brasília.

A greve geral pode ser evitada caso o Governo Federal resolva atender as reivindicações da categoroa em reunião que acontecerá amanhã, também em Brasília, quando representantes da Federação Nacional dos Estivadores e dirigentes de diversos sindicatos da categoria se reunirão com autoridades e técnicos da Casa Civil da Presidência da República, da Secretaria de Portos (SEP), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Na pauta do encontro, estão, segundo os sindicalistas, itens acordados com os trabalhadores durante o processo que culminou com a aprovação da Lei nº 12.815, a chamada Lei dos Portos, em junho de 2013, e até o momento não cumpridos pelo Governo Federal.

Os portuários querem a extensão das atividades atribuídas aos Órgãos Gestores de Mão-de-Obra (Ogmos) visando a administração e o fornecimento de trabalhadores para os terminais instalados fora do porto organizado. “Entendemos que o Ogmo também deva administrar e fornecer os trabalhadores para esses terminais”, disse o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, Rodnei Oliveira da Silva, acrescentando que o plano de desligamento voluntário (PDV) também foi prometido pela presidente Dilma Rousseff.

Estivadores ameaçam parar portos se reivindicações não forem atendidas (Foto: Matheus Tagé/DL)

Outros importantes temas pleiteados pelos trabalhadores é a regulamentação da renda mínima e a aplicabilidade da Convenção 137 e Recomendação 145 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “São temas de extrema importância para os portuários de uma maneira geral e fazem parte do pacote de promessas feitas pelos governantes durante o conturbado período de tramitação da Medida Provisória 595”, e que até agora não foram cumpridas, disse o sindicalista.

A condição de categoria diferenciada é outra reinvindicação dos estivadores.

“Enfrentamos inúmeras dificuldades na hora da negociação com o patronato, que insiste em não nos reconhecer como tal”, ressaltou Rodnei, destacando que a aposentadoria especial para os trabalhadores portuários segue como uma das principais prioridades. “Vamos cobrar nossos direitos na reunião da próxima terça-feira e esperamos ser atendidos, caso contrário vamos paralisar tudo”.