Enfermeiros municipais de Santos têm correção de 50%

O documento foi levado a assembleia da categoria, na segunda-feira (19), e aprovado por unanimidade. O resultado da reunião já foi encaminhado ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa

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23 MAI 201418h31

Os cerca de 300 enfermeiros da ativa e outros 300 aposentados da rede municipal de saúde pública de Santos conseguiram corrigir seus salários em cerca de 50%, passando de R$ 2.700 para R$ 4.080.

O presidente do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, não esconde o contentamento: “Foi uma luta de dois anos, mas valeu a pena”.

Tudo começou, segundo ele, em 2012, logo após a promulgação do plano de carreiras da prefeitura, quando a categoria resolveu se organizar pela valorização profissional.

Isso porque o plano resultou numa diferença enorme de remuneração entre os enfermeiros e os demais profissionais de saúde que atuam em conjunto, como médicos e dentistas.

“Havia um grande desmérito com essa categoria vital no serviço de saúde”, lembra Fábio. “Estavam desorganizados e muitos até desmotivados a lutar”.

No começo de 2013, segundo o sindicalista, um grupo de enfermeiros procurou o Sindest para ajudá-los numa campanha por melhores salários. A partir daí, fizeram várias reuniões.

Baseada nesses encontros, a diretoria do sindicato elaborou pauta e agendou negociações com a prefeitura. Até que, na semana da enfermagem, em 16 de maio, sexta-feira, recebeu uma proposta.

O documento foi levado a assembleia da categoria, na segunda-feira (19), e aprovado por unanimidade. O resultado da reunião já foi encaminhado ao prefeito Paulo Alexandre (PSDB).

Segundo Fábio, a prefeitura agora mandará projeto de lei à câmara, nos próximos dias, para que o reajuste possa valer no mais tardar a partir de agosto.

Enfermeiros municipais de Santos obtiveram correção de 50% (Foto: Paulo Passos)

Outras categorias

O sindicalista lembra que “essa é mais uma vitória dos estatutários da saúde, Recentemente, tivemos a conquista dos motoristas de ambulância, com gratificação mensal de R$ 600”.

Assim que assumiu, há dois anos, a diretoria do Sindest conseguiu reclassificar da letra ‘g’ para ‘l’ os auxiliares de enfermagem, equiparando seus vencimentos ao técnicos de enfermagem.

A meta mais próxima, agora, é aumentar a gratificação de plantão dos profissionais de saúde nos serviços de urgência, emergência e programa de saúde da família

A elevação salarial de todos os técnicos de saúde para a letra ‘l’ também está entre as prioridades, beneficiando farmacêuticos, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e terapeutas operacionais.

O Sindest vem também negociando com a prefeitura a elevação dos oficiais de administração para o nível ‘l’, além de melhorias nos salários de outros profissionais.

Aposentadoria

A diretoria do sindicato continua negociando com a prefeitura a minuta da aposentadoria especial, desde a assembleia de 15 de abril, que propôs várias modificações ao projeto original.

“Restam apenas alguns detalhes, que queremos acertar antes da próxima audiência pública”, diz Fábio Pimentel. “Esperamos que tudo fique em consonância com os anseios da categoria”.