SP quer vacinar 762 mil meninas contra vírus do ‘câncer de útero’

Vacina começou a ser aplicada hoje, dia 9, em meninas entre 9 e 11 anos, crianças indígenas com idade entre 9 e 13 anos, além de garotas e mulheres com Aids com faixa etária entre 9 e 26 anos

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09 MAR 201513h53

O governador Geraldo Alckmin participou nesta segunda-feira, 9 de março, da abertura da primeira etapa da campanha de vacinação para proteger meninas entre 9 e 11 anos de idade contra o papilomavírus humano (HPV).

A vacina também será oferecida para a população indígena feminina com idades entre 9 e 13 anos, além de garotas e mulheres portadoras do vírus HIV, com faixa etária entre 9 e 26 anos.

“A vacina é extremamente eficaz. Evitando o papilomavírus humano, evita-se o câncer de colo de útero”, explicou o governador Geraldo Alckmin.

A meta estadual é imunizar, até o dia 31 deste mês, 762,1 mil crianças com idades entre 9 e 13 anos (incluindo público indígena), que respondem por 80% das meninas nesta faixa etária no Estado e 6,6 mil garotas e mulheres portadoras do vírus HIV com idade entre 9 e 26 anos (veja dados regionais abaixo).

Postos de saúde em todo o Estado, com horário de funcionamento das 8h às 17h, estarão abastecidos com a vacina contra HPV para aplicação da primeira dose.

Postos de vacinação funcionarão das 8 às 17 horas (Foto: Agência Brasil)

A imunização também será feita nos Serviços de Atenção Especializada em HIV/Aids (SAE) que possuem sala de vacinação e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), mediante apresentação de algum documento, a exemplo do exame confirmatório ou encaminhamento médico.

Para as meninas entre 9 e 11 anos e para o público feminino indígena com idades entre 9 e 13 anos, o esquema vacinal compreende mais duas doses aplicadas num intervalo de seis meses (segunda) e de 60 meses (terceira) com relação à primeira tomada.

Já as garotas e mulheres portadoras do vírus HIV, com idade entre 9 e 26 anos, devem tomar mais duas doses num intervalo de 2 meses e de 6 meses com relação à primeira aplicação.

A vacina contra a HPV disponibilizada na campanha é fruto de uma parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório farmacêutico MSD. A instituição iniciou em 2014 a primeira etapa de um processo de transferência de tecnologia que irá permitir, nos próximos anos, a autossuficiência brasileira na produção da vacina, com grande economia para os cofres públicos.

Sobre o HPV

O papilomavírus humano (HPV) é um vírus contagioso que pode ser transmitido com uma única exposição, por meio de contato direto com a pele ou mucosa infectada. Sua principal forma de transmissão pode ocorrer via relação sexual, mas também há contagio entre mãe e bebê durante a gravidez ou o parto, é a chamada transmissão vertical.

Inicialmente assintomática, a infecção por HPV pode evoluir para lesões de pele e mucosas, em alguns casos também ocasiona o surgimento de verrugas genitais. Quando não tratada corretamente, essas lesões podem evoluir para um quadro de câncer genital, como o câncer de colo de útero, cuja doença tem como principais sintomas dores, corrimento ou sangramento vaginal.