'Showdog': Canil da GCM anima clínica para autistas em Santos

Com o tema 'Pet é meu amigo', o evento tentou aproximar as crianças dos animais na comemoração do Mês das Crianças

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14 OUT 2021Por Da Reportagem10h02
O agente k-9 Logan se apresentou no circuito agility (esporte para cães) e showdog para a alegria das criançasO agente k-9 Logan se apresentou no circuito agility (esporte para cães) e showdog para a alegria das criançasFoto: Divulgação/ PMS/ Nathalia Filipe

Os cães da Guarda Municipal de Santos marcaram presença no Grupo de Avaliação Diagnóstica e Intervenção Inicial (Gadi), grupo que presta atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista no Gonzaga, nesta última quarta-feira (13).  A apresentação do canil fez parte de uma série de eventos que estão sendo realizados pela unidade em comemoração ao Mês da Criança e ao mês de aniversário da clínica.

Com o tema "Pet é meu amigo", o evento tentou aproximar as crianças dos animais, levando em consideração o fato de que atividades envolvendo cachorros despertam sensibilidade, tolerância e pertencimento em pessoas com TEA. Na ocasião, o k-9 Logan se apresentou no circuito agility (esporte para cães) e showdog.

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"É gratificante para a equipe fazer essa aproximação com a comunidade por meio dos cães, pois muitas pessoas têm receio de se aproximar deles pensando que fazem somente policiamento ostensivo. Dessa forma, elas passam a conhecer o trabalho de socialização que já é desenvolvido no canil há alguns anos", disse o guarda Nilson Andrade, que participa do treinamento dos cachorros da GCM.

A psicóloga comportamental e sócia-fundadora da Clínica Gadi, Tatiana Lopes, foi quem realizou o convite ao canil da Guarda. Ela destaca a importância da atividade para o público atendido na unidade. "Além do desenvolvimento das habilidades sociais, do vínculo afetivo e da percepção do outro, também trabalhamos questões de cunho sensorial. Então o toque ao pelo e a diminuição de uma hipersensibilidade tátil, por exemplo, são voltados a uma motivação de vinculação afetiva, porque eles amam essa atividade e, nesse processo de amor, eles se desenvolvem".