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Santos reitera à agência federal preocupações com a desestatização do Porto

Rogério defende a manutenção de um cais público e que sejam disponibilizados berços em quantidade adequada às operações de carga por eles realizadas

Santos ser manifestou em defesa do cais público, turismo, trabalhadores avulsos e acessos ao porto / Arquivo/ PMS

Com o objetivo de defender a manutenção de um espaço para o funcionamento do cais público na Cidade e discutir os impactos da desestatização do Porto pretendida pelo Governo Federal, o prefeito Rogério Santos recebeu, no Paço Municipal, na tarde desta sexta-feira (2), o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) Eduardo Nery.

Durante o encontro o prefeito deixou claro ser favorável à desestatização do Porto de Santos, mas ressaltando sempre que é importante respeitar os interesses da população santista, que será a maior impactada. “O porto de Santos é o maior equipamento de logística do Brasil, mas ele também cumpre um papel social importante, questões relacionadas ao turismo de passageiros, aos trabalhadores avulsos, os acessos que podem ser impactados com a desestatização”.

Rogério defende a manutenção de um cais público e que sejam disponibilizados berços em quantidade adequada às operações de carga por eles realizadas, o que possibilitará a manutenção dos empregos e a viabilidade das empresas operadoras locais que estariam em risco com o processo de desestatização.

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Outro ponto reiterado diz respeito à preocupação com o terminal de passageiros (Concais) que poderia se tornar inviável com o leilão de um dos trechos do porto para alocação de um grande terminal de fertilizantes.

A Antaq propõe a mudança do terminal de passageiros, mas a Prefeitura entende que somente deva entrar em operação após a transferência para a região do Valongo. “Isso afeta diretamente a operação dos cruzeiros como um todo e, por conta dessa questão, vemos como fundamental para o turismo de Santos e do Brasil, o respeito ao tempo adequado das coisas”.

Por fim, Rogério voltou a apontar a necessidade da realização de obras para adequação viária na entrada de Santos, que não inviabilizem o tráfego de veículos na Cidade com o incremento de cargas no porto. “O Estado e o Município já investiram 800 milhões cada em obras para o acesso da Rodovia Anchieta para a entrada da Cidade; até hoje o Governo Federal ainda não cumpriu com a parte deles, relativa à construção de um acesso ao porto”.

Eduardo Nery e os demais representantes da Antaq ouviram as demandas e se comprometeram a aprofundar as conversas com a Administração Municipal e empresários do setor portuário. “O Porto é fundamental para Santos e sabemos da importância da integração entre porto e cidade, por isso viemos ouvir as demandas do Município e mais reuniões ainda acontecerão em busca de soluções”.  

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