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Santos

Mais que um prédio, Casa de Pedra é marco na memória afetiva dos trabalhadores

Prédio fica na antiga Rua da Praia, onde a Avenida Conselheiro Nébias volta a encontrar o mar, depois de 'rasgar' a Cidade do Boqueirão ao Paquetá

Nilson Regalado

Publicado em 13/04/2024 às 07:07

Atualizado em 14/04/2024 às 12:06

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Imóvel foi um dos primeiros a serem erguidos pela Companhia Docas de Santos, que deteve o monopólio das operações até 1980 / Nair Bueno/DL

Mais do que um patrimônio de inegável relevância arquitetônica e histórica, a Casa de Pedra é uma referência afetiva no imaginário de todos que, um dia, ganharam seu sustento no Porto de Santos. O prédio fica na antiga Rua da Praia, onde a Avenida Conselheiro Nébias volta a encontrar o mar, depois de ‘rasgar’ a Cidade do Boqueirão ao Paquetá. O imóvel foi erguido em 1897 apenas nove anos após a empresa Gaffrée Guinle & Cia vencer a licitação promovida pelo imperador D. Pedro II para operar exportações e importações a partir de Santos. Portanto, o imóvel foi um dos primeiros a serem erguidos pela Companhia Docas de Santos, que deteve o monopólio das operações até 1980. Não é exagero dizer que a Casa de Pedra foi o motor que ajudou a construir o Porto, gerando e fornecendo energia à vapor para máquinas e equipamentos.

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Nem a Autoridade Portuária de Santos (APS) sabe ao certo até quando a “Casa das Machinas nº 2” foi a força motriz do cais santista porque, mesmo após a inauguração da Usina Hidrelétrica de Itatinga, em 1910, o imóvel continuou operacional durante décadas.

Mas, a APS admite que após o fim da Companhia Docas de Santos e a transferência das operações para a Companhia Docas do Estado (Codesp), em 1980, a Casa de Pedra acabou desprezada.

“Sabe-se que toda a região do Valongo e Paquetá passou a ser menos utilizada, principalmente a partir da década de 1980, quando a dragagem daquela região já se apresentava inviável operacionalmente, também frente aos tamanhos das novas frotas de navios”, resumiu, em nota, a Superintendência de Comunicação Corporativa da APS.

EDUCAÇÃO.

As intervenções no trecho de cais do Paquetá estão inseridas no pacote de obras que transformará toda a região entre os armazéns 1 e 8 para criação do Parque Valongo. Os detalhes e limites foram alinhados em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público do Estado (MP-SP), a Autoridade Portuária de Santos (APS), a Prefeitura e o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa). E o documento estabelece que, depois de reerguidos, tanto a Casa de Pedra II quanto o Armazém 7 deverão ser destinados a atividades relacionadas à tecnologia, à educação e à pesquisa.

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O TAC foi assinado em 14 de março de 2023, sob a tutela do promotor de justiça Carlos Cabral Cabrera, com atribuições na área de Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente na Comarca de Santos. O documento integra ações prévias à instalação do novo Terminal STS 11, da arrendatária Cofco e tem a eficácia de um título executivo extrajudicial, após arquivamento do inquérito civil que motivou o TAC.

Os compromissos foram firmados em conjunto pelo prefeito Rogério Santos, pelo então diretor-presidente da Autoridade Portuária, Marcus dos Santos Mingoni, e pelo presidente do Condepasa, engenheiro Marcio Borchia Nacif.

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