Fase vermelha: comércio de Santos aposta na conciliação

Medidas restritivas do Estado obrigam comerciantes a buscar alternativas para manterem as suas empresas abertas

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05 MAR 2021Por Carlos Ratton07h30
Com o retrocesso para a Fase Vermelha, comércio e serviços não essenciais não poderão abrir as portas por duas semanasCom o retrocesso para a Fase Vermelha, comércio e serviços não essenciais não poderão abrir as portas por duas semanasFoto: Nair Bueno/Diário do Litoral

O presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Mauro Sammarco, disse que a entidade entende perfeitamente a situação dos comerciantes diante da decisão do governo paulista de colocar todo o Estado sob a restrição da Fase Vermelha do Plano SP, anunciada nesta quarta-feira (3) pelo governador João Doria, mas aposta na conciliação entre Governo e iniciativa privada.

"A Associação está aberta ao debate com o poder público e instituições, mas o momento exige equilíbrio e bom senso. Inegavelmente, o confronto não é o caminho ideal", disse ontem Sammarco.

O dirigente enfatiza que, até por ser uma instituição empresarial, tem a exata dimensão dos reflexos da pandemia na economia municipal, estadual e nacional. Revela ainda que, desde o início do grave momento que o País atravessa, a ACS está engajada nos movimentos de combate à pandemia e medidas que evitem a disseminação.

"Para nós, a prioridade continua sendo a saúde pública, a vida está acima de qualquer circunstância. Porém, é fundamental que o Governo aja também no sentido de minimizar os impactos das medidas restritivas nos diversos setores, entre eles, sem dúvida, o comércio em geral. É uma das áreas mais importantes da economia municipal, não pode ficar sem apoio. É a base de milhares de empregos", finaliza.